28Ago/14

Ter cachorro em casa faz a nossa vida andar

POR: MirelaCATEGORIA: Matheus, Papo de Mãe(4) COMENTÁRIOS

Quando Matheus nasceu, infelizmente muitas coisas que falei que não iriam acontecer aconteceram.
Dentre muitas, a que mais me surpreendeu foi o relacionamento com o meu cachorro.
Jurei a gravidez toda que não iria escantea-lo, que o trataria da mesma forma que sempre havia tratado e que não era por ter um bebe em casa que a vida de Pepeu iria mudar… falei isso até estar prestes a ter Matheus mas foi só colocar os pés em casa com um bebe a tira colo que tudo mudou.
Pepeu sequer pode chegar perto do meu pequeno. Mandei que o colocassem logo na cozinha e nem pensei que isso poderia magoa-lo..
Olhava para o meu filho e o via tão frágil e indefeso que só ficava imaginando as doenças que Pepeu poderia lhe passar… Até hoje não consigo explicar o que foi que me deu. Acho que deixei o instinto protetor atingir o nível máximo e perdi o controle da “coisa”, não sei… só sei que a minha atenção estava completamente voltada para o meu bebê, e estava disposta a fazer de tudo para o manter protegido… qualquer coisa, inclusive desiludir o meu grande amigo canino.
Pepeu que até então dormia no nosso quarto, na nossa cama, de repente passou a ter que dormir na área de serviço. Acostumado a ter toda a atenção da casa, de um dia para o outro, passou a não ter ninguém muito interessado na sua companhia, e só hoje quando penso nisso é que sinto dor, mas na altura quase esqueço da sua existência.
Foram quase 5 meses assim… ignorando a presença de Pepeu, e quando me cruzava com ele, dava por mim me questionando até quando iria continuar deixando o instinto protetor me dominar. Um lado meu sonhava com os dois brincando juntos mas o outro lado não conseguia sequer ver essa cena devido ao medo de Matheus adoecer.
Quanta besteira hoje eu vejo no meu então comportamento, mas como era quase impensado, por isso hoje me culpo menos quando recordo.
Um dia, enquanto Matheus brincava no tapete de atividades na sala, observei Pepeu abanando o rabo tentando se aproximar e me segurei. Precisava tentar permitir o primeiro contato e ver como seria a reação dos dois.
IMG_8284
Sabia que o meu cachorro não tinha raiva do meu bebê. Eu conhecia o meu amigo canino. Ele era meigo e gentil, calmo e cheio de vontade de conquistar uma nova amizade, talvez a melhor da vida dele e por isso permiti.
Pepeu lentamente se aproximou e Matheus curiosamente fez o mesmo. Ficaram se olhando e eu soube ali naquele momento que o meu stress com Pepeu tinha sido ultrapassado.
Podia ter sido diferente? Podia, mas não consegui que fosse. Era mais forte que eu. Felizmente passou e ainda bem que passou porque quem mais ganhou com essa amizade foi Matheus que aprendeu a engatinhar com Pepeu do lado, deu os seus primeiros passos para o pegar e hoje tem um parceiro para brincar sempre que quer, ou simplesmente para poder lhe fazer companhia.
Só de pensar que um dia cogitei dar Pepeu, o meu coração dói, mas através de trocas de experiência com outras mães na internet, descobri que o que eu passei é extremamente comum de quem tem cachorro passar.
Infelizmente muitas famílias se precipitam e terminam passando o seu filhote canino para outra família e perdem a oportunidade de ver os filhos desfrutarem de uma amizade única. Não condeno quem toma essa atitude, mas gostaria de poder mostrar através da minha experiência, que com paciência tudo passa e fica bem.
Que filhos caninos e filhos humanos podem se dar muito bem e construir um laço para a vida e que esse laço só trás benefícios.
IMG_9100

Hoje estou aqui pra contar sobre o Movimento “Minha vida Anda” , uma iniciativa dos Calçados Bibi, que retrata justamente isso; uma busca constante do bem estar e qualidade de vida para as famílias.
Todos estão convidados a participar do grupo (www.facebook.com/groups/minhavidaanda), que de uma forma natural e saudável, tem como principal objetivo simplificar nosso dia a dia, possibilitando a troca de experiências com outros pais. Basta clicar no link e solicitar a participação!!!
Convidem os papais e outras mamães também.
Dia 2 às 14H eu vou estar lá, conversando online com todos os participantes do grupo sobre vários temas.
Marca na tua agenda e vem conversar comigo e com as outras mamães. Vai ser uma experiência diferente e bem legal.

Juntos somos melhores!
E garanto que a caminhada fica mais fácil quando compartilhamos!!!
IMG_5763

     
    TAGS

    4 comentários

    4 Comentários

    Nine Pimenta

    28 de Agosto de 2014 às 16:48Responder

    Oi Mirela! Não conhecia seu blog, cheguei por indicação da Mari, minha melhor amiga que está acompanhando (e preocupada, claro!) minha nova fase, de mãe de uma teckel perfeita de 3 meses e futura mamãe, com planos para engravidar em março. Sou a criatura mais pedra de gelo que conheço, mas seu texto conseguiu deixar meus olhos marejados. Estou completamente apaixonada pela minha cria adotiva, que dorme na minha cama todo dia tb, me faz repensar 10 vezes antes de sair de casa e deixá-la e que, nos meus sinceros desejos, vai ser a melhor amiga do meu futuro pimpolho. Hoje pego Chivita no colo e não consigo imaginá-la com um papel secundário na minha vida. Seu texto me deixou com o coração miudinho, mas foi fantástico imaginar todas as mudanças que iremos passar, e ter a certeza de que, como o Pepeu, ela vai estar presente em cada instante das nossas vidas.
    Beijo grande e obrigada!

    Priscila

    28 de Agosto de 2014 às 17:04Responder

    Eu tenho duas dogs (raça shihtzu) e um gato (SRD), e qdo engravidei meu primeiro obstetra mandou joga-los fora (assim com essas palavras) troquei de médico e assim q cheguei da maternidade inclui eles na vida do meu filho, hj ele tem 2anos e qse 9 meses e o amor, carinho e cumplicidade que ele tem com meus animais é lindo, eles se amam muito e ai de quem falar bravo com o Gui, as dogs que sao super dóceis, amorosas se tornam duas monstras rsrsrs, mais sei bem esse sentimento tbm tive , mais Graças a Deus não me deixei dominar, e fico feliz qdo vejo fotos suas e hj o relato de q vc superou e pode ter certeza Pepeu fara do Matheus um grande homem capaz de amar e respeitar os animais. Parabéns! Amo seu blog :)

    Iris Teixeira

    1 de Setembro de 2014 às 16:25Responder

    Eu tenho uma cadelinha SRD de 4 anos que eu adotei de um abrigo aqui da minha cidade e eu não pensava eu engravidar novamente, minha terceira filha na época tinha 4 anos de idade e a adaptação foi tranquila, de repente ano passado eu me peguei gravida novamente, 7 anos depois da minha menina e me preocupei pq seria um bebê a aprender a engatinhar numa casa com cachorro. mas não cogitei me “livrar” da minha Jolie, então adaptei a casa, como ela não tem o hábito de dormir em nenhum quarto, tem o cantinho dela no rack da sala por escolha dela, eu resolvi que o meu bebê iria engatinhar e dar os 1º passinhos no meu quarto+quarto dele e tá dando certo, meu quarto tem espaço pra isso, na sala ele fica no cercadinho quando eu estou ocupada na cozinha e não corre o risco de por a mão no chão e depois na boca, ele tá com 11 meses e um monte de dentinhos pipocando, é inevitável colocar tudo que encontra pelo caminho na boca então melhor evitar o contato mais direto com a Jolie agora, mas eles já se conhecem, já se olham através do cercadinho , mas claro que o medo de contaminação nos faz ficar com o pé atrás em relação a eles (os pets), normal isso, eles são irracionais não tem noção de higiene, cabe a nós administrarmos isso da melhor forma pra todos. Conheci teu blog através do IG, pretendo ler tudo. bjos, Iris

    Gabi

    9 de Setembro de 2014 às 21:28Responder

    Tenho um yorkshire de 2 anos e um bebê de 4 meses e meio. Ganhei o Joy, meu cachorro, de uma amiga e ele era muito apegado a mim. Assim que engravidei, Joy mudou comigo. se afastou e permaneceu assim durante toda a gravidez (me falaram que eles sentem pelo cheiro a nossa mudança hormonal e muitos mudam mesmo de comportamento). Quando o Bernardo nasceu, quem se afastou dele fui eu e até hoje ainda não consegui reconstruir a nossa relação. Moro em apartamento e decidi fechar a minha sacada e transformá-la em uma brinquedoteca. Mas só tem um problema: a sacada é o espaço do Joy, é lá que fica a casinha e a comida dele, mesmo ele ficando solto dentro de casa. Isso me deixa ainda mais aborrecida, porque tenho duas opções, uma que meu marido já descartou, que seria darmos o Joy para os meus sobrinhos e a outra que seria adestrarmos 100% para que ele não faça nenhum xixi no apartamento, consiga esperar absolutamente sempre os passeios diários (que hoje acontecem somente duas vezes ao dia, o que o obriga a fazer um xixi ou outro no cantinho da sacada). Isso me tira ainda mais o resto de paciência que estou tendo com ele, porque ele está ocupando um lugar que poderia ser do meu filho. Sinceramente, não sei ainda como irei superar isso.

    Deixe um comentário