7Ago/15

Amamentação: os mitos e as verdades!

POR: MirelaCATEGORIA: Dicas, Papo de Mãe, Publipost(0) COMENTÁRIOS

Bruneca vem aí e um dos assuntos que muitos me perguntam é sobre amamentação! Não sei se vocês sabem, mas dos dias 1 a 8 de Agosto temos a Semana Mundial do Aleitamento Materno, e por isso achei que seria uma ótima data para falarmos desse tema!
Nem preciso dizer que amamentar é um ato de amor,  Favorece o vínculo com seu bebê, facilita o desenvolvimento emocional, cognitivo e do sistema nervoso. Sabemos que os benefícios são incontáveis, mas sabemos também que na maioria das vezes não é nada fácil. Pra falar a verdade, é um verdadeiro desafio nas primeiras semanas e infelizmente nem todas as mamães conseguem.

Bem, mas vamos tentar ser positivas, por isso, conhecendo as inseguranças que nós, mamães, temos selecionei alguns mitos que passam de geração em geração, comentados por um especialista para que possamos amamentar sem medo de sermos felizes! 

O Dr. Achilles Cruz, especialista em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, esclarece abaixo algumas dúvidas mais freqüentes. 

Mas, antes das dicas do Doutor, vou dar uma dica minha! 

Na amamentação, a mãe transfere ao bebê os nutrientes necessários para o seu crescimento, e por isso é preciso estar com concentrações adequadas de vitaminas e nutrientes para garantir a saúde da mamãe e do filho! 

Conheci agora nesta gestação um produto que estou vou usar com certeza: o Matherlly Lact, do Grupo Natulab. 

 Ele é um suplemento vitamínico e mineral composto pelas vitaminas A, C, D, E, B1, B2, B6 e B12, Biotina, Niacina, Ácido Fólico, Ácido Pantotênico e nos minerais Ferro, Zinco, Selênio, Manganês, Cobre e Cromo. Foi pensado para as mamães, já que a deficiência desses nutrientes está relacionada com uma série de efeitos prejudiciais para mãe e filho, a suplementação nutricional torna-se necessária durante a atenção pós-natal, pois garante um desenvolvimento saudável para a mãe e para o bebê. E sabe o melhor de tudo? 

Não engorda! É livre de açúcar e calorias!

Sei que ficamos ansiosas para voltar ao peso normal, então isso é bom de saber, mas óh a amamentação emagrece, então tá ai mais um incentivo para amamentar. 

Quer mais informações sobre o produto? Então clique nesse link: http://naturelifenutricao.com.br/ 

Converse com o seu médico e veja a importância da suplementação! 😉

E agora bora aos mitos e verdades;

1 – Amamentar dói.

Nem mito, nem fato. Vai depender de uma série de fatores como sensibilidade da mãe, se o bebê suga o peito da forma correta, estado emocional da mulher, entre outros. Normalmente, a mulher não sente nenhuma dor. É importante observar se o bebê abocanha a aréola e não somente o mamilo (bico). É nessa região que ficam os bolsões de leite. Dessa forma, evita-se as rachaduras que provocam dor durante as mamadas.

2 – Seio pequeno não produz leite.

Mito. O tamanho do seio não tem influência nenhuma no sucesso da amamentação! O que faz a diferença no tamanho dos seios não é a quantidade de glândulas, mas a quantidade de gordura de cada mama. As células produtoras (glândulas mamárias) e os ductos de leite são os mesmos em todas as mulheres, até mesmo naquelas que fizeram cirurgia plástica para colocar prótese de silicone. Só no caso de cirurgias redutoras é que este número pode ser reduzido. É mito associar tamanho de seio com fartura de leite. O processo de produção do leite começa durante a gravidez quando o tecido glandular já começa a ser preparado. Por isso, os seios vão ficando maiores principalmente no final da gestação. Após o parto, a resposta hormonal estimula as glândulas mamárias a produzir o leite e a conduzi-lo por meio dos seios até o bico para que o bebê possa mamar. A produção aumenta gradativamente. Assim, a quantidade de leite que seu filho vai receber depende das suas próprias necessidades, e de quanto a mama seja estimulada adequadamente. Quanto mais ele sugar, mais leite será produzido.

3 – Amamentar é um ótimo anticoncepcional.

Mito. Algumas mulheres podem voltar a ovular mesmo no período da amamentação quando o ciclo menstrual está bloqueado devido à supressão dos hormônios. E para que funcione é necessário que a amamentação seja exclusiva com as mamadas muito frequentes, com curtos intervalos entre uma e outra. Como esta rotina não é para todas, o ideal é que ela já comece a adotar algum tipo de método contraceptivo a partir da sexta semana após o parto. Logo no primeiro retorno ao ginecologista, o ideal é que a mãe converse sobre o método mais adequado para evitar uma nova gravidez em pouco tempo. Ele irá orientá-la sobre o uso de camisinha, DIU, implantes ou até mesmo as pílulas de progestagênio, que são as mais indicadas para esse período.

4 – A mulher que está amamentando pode tomar qualquer tipo de pílula.

Mito. Existe uma pílula anticoncepcional desenvolvida especialmente para as mamães que estão amamentando. São compostas de progestagênio, hormônio que inibe a ovulação. Conhecidas como minipílulas, elas podem ser tomadas a partir da sexta semana depois do parto. Como são livres de estrogênio, não inibem a produção de leite materno nem tampouco interferem na sua qualidade e volume. Outro benefício é que seu princípio ativo não passa para o leite, não alterando seu gosto ou qualidade. E, então, a mulher terá segurança dupla. 

Primeiro quanto ao seu filho e depois com uma nova gestação durante essa fase. Segundo o médico, as mulheres que estão amamentando não podem usar as pílulas comuns, chamadas hormonais combinadas, porque podem diminuir a quantidade do leite além de transferir o hormônio feminino para ele e, conseqüentemente, para a criança. 

5 – Engravidar enquanto está amamentando é benéfico.

Mito. Não existe um intervalo estabelecido entre uma gravidez e outra, porém, é aconselhável que a mulher não engravide enquanto estiver amamentando, porque a sobrecarga da amamentação somada a uma nova gestação pode comprometer a saúde da mãe, caso ela não tenha uma condição nutricional adequada. 

6 – A alimentação da mãe influencia o leite.

Fato. Tudo o que a mãe come acaba passando para o leite materno. Por isso, é importante que a mulher faça uma dieta saudável e beba bastante líquido nesse período. O consumo de bebidas alcoólicas ou cigarros é contra-indiciado. Medicamentos, por exemplo, só devem ser tomados com orientação médica.

7 – O leite materno pode ser fraco.

Mito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, muitas mulheres têm essa percepção porque comparam seu leite ao da vaca que é mais denso e consistente, tem moléculas maiores e sua digestão é bem mais lenta. O leite materno tem 97% de água e, por isso, é facilmente digerido e logo o bebê sente fome novamente. Além disso, o leite humano é composto por células vivas que transferem para o bebê a imunidade materna aos agentes infecciosos. Os glóbulos brancos presentes nele levam os anticorpos da mãe para o filho. O que poucas mulheres sabem é que quando o bebê começa a sugar, o leite materno tem maior concentração de água mesmo, é normal, é chamado de “anterior”. Nessa fase, ele contém ainda vitaminas, minerais e anticorpos. Após um tempinho de mamada, começa a descer o leite que chamamos de “posterior”, que é mais rico em gordura, que fornece mais energia e permite que o bebê fique satisfeito e ganhe peso. Por isso, a recomendação é que a mãe ofereça um seio por mamada, ou seja, que a mamada não seja interrompida até que o bebê consiga ingerir bastante quantidade do leite posterior, que tem mais gordura. Somente depois de esvaziar uma mama, se necessário, o outro seio deve ser oferecido, o que normalmente com bebês maiores, que já mamam muito. Desse jeito você garante que o bebê retire do peito o leite anterior, rico em água, e o posterior, rico em gordura.

8 – Na volta ao trabalho, o leite seca.

Nem mito, nem fato. Caso a mulher consiga fazer a ordenha no trabalho e guardar na geladeira, ou ainda sair para amamentar o bebê durante o expediente, a produção de leite vai se manter inalterada. Muitas empresas possuem um espaço privativo para realizar a ordenha e uma geladeira para armazenar o leite. E, quando estiver com o filho em casa, antes ou depois do trabalho, deve oferecer o leite em livre demanda, ou seja, por quanto tempo o bebê quiser. 

As mamadas noturnas podem ser cansativas, mas são fundamentais para manter uma boa produção de leite materno, pois é a hora de maior liberação da prolactina, hormônio que controla a produção do leite humano.

9 – Prótese de silicone atrapalha a amamentação.

Mito. Com as técnicas atuais de colocação de próteses mamárias, geralmente não, mas dependendo da técnica pode atrapalhar a amamentação por interferir na quantidade e na saída/retirada do leite, mas não na qualidade dele.

10 – Estresse e nervosismo atrapalham a produção de leite.

Fato. Quando a mulher está muito cansada ou ansiosa, a produção do hormônio ocitocina, que é o responsável pela vasão do leite, é reduzida. O que pode prejudicar a descida do leite, e em casos graves até secar o leite!

É isso aí, gente! 

Agora não posso deixar de aproveitar para falar num assunto que raramente vejo falarem e acho importante também abordar: Nem toda a mulher consegue amamentar e por tráz de uma mãe que não amamentou, existe com certeza um motivo muito forte para tal e são inúmeros os motivos, acredite!

Em suma, não julgue uma mãe porque um dia alguém pode te julgar e você não vai gostar! 

Tem mais alguma dica para dar ou alguma experiência para contar? 

Comente aqui nos comentários. Vou adorar conversar com vocês!

Beijos, Mi!

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22Abr/14

Falando sobre Amamentação de um jeito diferente

POR: MirelaCATEGORIA: Confessionário, Papo de Mãe(9) COMENTÁRIOS

Antes de mais, quero deixar desde já claro que o meu objetivo é, sempre foi e sempre será com o intuito de incentivar ao máximo a amamentação, mas quero falar da amamentação de uma forma diferente, e espero de coração que todas entendam.

Quando Matheus nasceu, no momento em que nasceu (cesariana) ele foi colocado no meu peito, e senti uma emoção sem igual.

Naquele momento tive certeza que iria fazer de tudo para conseguir amamentar e consegui! Durante a gestação, o único medo que me assombrou foi o de não conseguir amamentar. Tinha uma imagem da amamentação não muito boa pois quando era criança, vi a minha tia amamentando e urrando de dor. Aquilo nunca mais saiu da minha cabeça e me fez achar que eu não seria capaz, mas quis o destino que comigo fosse diferente.

O Matheus teve uma pega perfeita (coisa que ajudou demais), mamou desde logo sem estresses, nem pressões e praticamente não machucou o meu mamilo, o que me faz agradecer muito a Deus até hoje por isso.

Eu tive a sorte de poder ficar em casa cuidando exclusivamente de Matheus, e não tive que voltar ao trabalho, por isso pude amamentar exclusivo até aos 6 meses. Sei que nem toda a mãe pode fazer isso, mas sempre que posso falo para todas que aproveitem o tempo que tiverem e puderem.

EU não tive problema algum com a amamentação, EU me senti super a vontade com essa experiência, EU pude ficar em casa até quando quis, EU não fui pressionada hora nenhuma e EU amei amamentar, mas isso gente, fui EU!

Acho chato essa pressão que fazem em cima das mães sobre a amamentação.

Tem que ser um negocio prazeroso.

É claro que a mãe as vezes tem que fazer um sacrifício, mas tem que ser bom para ambas as partes, e principalmente, a mãe tem que colocar na cabeça dela que se quiser, ela consegue amamentar sem passar pelo terror pintado, mas para isso precisa TENTAR! Insistir e persistir!

No entanto nem todo o mundo consegue, e não é por isso que é menos mãe, ou que ame menos!

Por isso acho errado essa brincadeira de escrever AMAmente.

Se formos vez, só isso já é uma pressão enorme!

As maternidades como todas sabem, é uma explosão de emoções e contradições, imagine essa palavra para quem teve depressão pós-parto, se recuperou, mas não conseguiu amamentar devido a medicação que teve que tomar?

Não acho bacana dizer que quem AMA amamenta, e olha que eu AMEI amamentar e morro de saudades.

Verdade seja dita, grande parte das mães, mas grande parte mesmo não consegue amamentar por causa do psicológico. Não existe mãe com “leite fraco” ou mãe “sem leite” e isso tá provado. Existe sim um sem numero de fatores que levam a isso, e que geralmente se resumem a “stress”!

Quer amamentar?

Converse com o pediatra que escolheu para o seu filho. Procure um banco de leite, uma enfermeira que faça toda a orientação.

Tem mamilo Invertido? Pergunte para a sua medica o que deve fazer (existe formador de mamilo instantâneo para puxar o mamilo na hora da amamentação sabiam?). Eu tinha mamilo invertido e isso não foi empecilho hora nenhuma e com a própria amamentação deixei de ter.

Passaram os seis primeiros meses?

Se puder continue amamentando. A natureza é sábia e você começa a produzir apenas leite necessário! Não julgue que está ficando sem leite. Você só não vai produzir mais leite desnecessariamente. E por ultimo, nem todo o mundo pode ficar em casa para poder amamentar exclusivamente ate aos seis meses. Infelizmente o país em que vivemos não pensa nisso quando dá a licença de maternidade, mas para isso existem as maquinas de extrair leite, e você pode extrair seu leite e guardar para deixar com quem vai ficar com o bebe.

Vocês podem ler AQUI como continuar amamentando depois que volta ao trabalho.

Mas e as mães que não amamentaram? Essas são tão mães quanto eu e é isso que eu quero com este post. Lembrar que por de trás de uma mãe que não amamentou, existe sempre um motivo e precisamos respeita-lo e parar de fazer julgamentos sem conhecimento de causa!

Não é porque eu consegui amamentar que eu me acho no direito de julgar quem não conseguiu.

A única coisa que não vale é NAO TENTAR!

Todas as mães precisam tentar, e acreditar que são capazes e se não conseguirem, tudo bem também!

 

Ps.: Falando em amamentação, dei uma dica no instagram de uma marca que confecciona vestidos, macaquinhos e macacões, especiais para mulheres que estão nessa fase, pois eles tem abertura frontal que facilitam a amamentação. É a Vestido de Chita, e para conferir a linha especial para as mamães que estão na fase da amamentação, é só CLICAR AQUI!

 

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23Jan/14

Dicas para continuar amamentando depois que a licença maternidade chega ao fim

POR: MirelaCATEGORIA: Dicas, Papo de Mãe(2) COMENTÁRIOS

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Licença maternidade chegando ao fim…

Passou tão rápido!

Coração apertado, dúvidas, nova rotina, algumas horinhas fora de casa e pior, longe do amado bebê…

E a amamentação como fica?

Retornar ao trabalho não quer dizer que você terá que interromper a amamentação.

Com orientação, apoio, informação de qualidade e planejamento é possível estocar leite materno de forma que seja suficiente para garantir o AME – Aleitamento Materno Exclusivo – até os seis meses do seu bebê, assim como recomenda a OMS – Organização Mundial da Saúde.

Mesmo com a introdução alimentar que se inicia aos seis meses, o leite materno continua sendo o principal alimento do bebê até um ano de idade, portanto mesmo que ele aceite bem os alimentos após os seis de amamentação exclusiva a quantidade de leite materno que ele precisa continuará sendo a mesma.

A introdução alimentar NÃO tem o objetivo de SUBSTITUIR mamadas, sendo que uma introdução alimentar precoce ou acelerada, isto é, que começa a substituir o leite materno por alimentos, pode conduzir a um desmame precoce e pode comprometer o estado nutricional do bebê.

Garantir um bom estoque de leite materno para o seu bebê pode ser mais simples do que imaginamos, vamos lá!

Dicas para a mamãe que vai voltar a trabalhar:

  • Se hidrate bem e mais! Aumente o consumo de água e sucos naturais ao longo do dia;
  • Mantenha uma alimentação boa e saudável;
  • Descanse sempre que possível (Sei que não é tão simples assim, mas um bom banho e uma boa leitura também nos ajudam a descansar);
  • Mantenha a amamentação em livre demanda quando estiver com seu bebê, pois é o estímulo da sucção que garante a produção do leite;

Ordenha:

  • Ordenha (seja ela manual ou com o auxílio da bombinha elétrica) é questão de prática, por isso é importante que você visite um Banco de Leite Humano para receber orientação;
  • Aproveite ao máximo da tecnologia: Se na sua cidade não tiver Banco de Leite Humano você pode contar com as inúmeras informações do GVA – Grupo Virtual de Amamentação – do Facebook, ver vídeos no youtube, seguir @instamamentar, e participar de tantos outros grupos das redes sociais que compartilham sobre retorno ao trabalho, amamentação, etc;
  • Persista! Pois, seu corpo pode precisar de alguns dias ou semanas para se adaptar à nova demanda de produção de leite;
  • Procure manter uma rotina de ordenha se possível e ordenhe aos finais de semana ou dias de folga também;
  • É importante estar com as mãos bem limpas, cabelos presos e utensílios (da bombinha se for elétrica e pote de vidro) esterilizados em água fervente por cerca de quinze minutos;
  • A bombinha elétrica é mais prática e ajuda a poupar tempo, mas é preciso tomar cuidado para que não machuque seu peito;
  • Você pode ordenhar ao longo do dia e ir armazenando e congelando os ml que conseguir num mesmo pote até que complete a quantidade necessária para seu bebê, sendo que prevalecerá a data da primeira ordenha armazenada, portanto você pode completar o pote com o leite materno que ordenhar em dias seguintes, porém sempre prevalece a data da primeira ordenha que você armazenou nele;
  • Uma ótima dica é ordenhar um peito enquanto o bebê mama o outro 🙂 Para isso, a bombinha elétrica ajuda bastante;
  • Você pode oferecer somente um peito durante as mamadas da madrugada e “guardar” o outro peito para ordenhar logo de manhã. Porém, não é legal fazer isso mais que uma ou duas noites por semana, pois seu corpo compreenderá que o bebê não está mamando toda quantidade que está produzindo na madrugada e passar a produzir menos;
  • Lembre-se de que as ordenhas dos finais de semana e dias de folga serão fundamentais para manter um bom estoque;

Estoque de Leite Materno:

  • Inicie seu estoque de leite materno com cerca de duas a três semanas antes do retorno ao trabalho;
  • O Leite Materno ordenhado deve ser armazenado em potes de vidro com tampa de plástico e etiquetados com a data da ordenha;
  • Os potes devem ser colocados dentro do congelador e não na “porta”;
  • A ordenha pode ser feita ao longo do dia e os ml que você conseguir pode ir colocando num mesmo pote até completar a quantidade ideal para o seu bebê que é: 20-25ml Xpeso do bebê. Ex: Para um bebê de 7 quilos, a quantidade por mamada está entre 140-175ml de leite, para ser oferecido ao bebê a cada duas ou três horas;
  • É importante que você ordenhe no seu local de trabalho e o pote com o leite materno deverá então ser colocado numa caixinha de isopor ou bolsa térmica com gelo gel para mantê-lo frio e assim você possa congelar em casa (Num refrigerador o leite materno vai durar 24h em temperatura entre 5-10° (sem congelar) e em temperatura de 19-25° o LM pode durar de 4 a 6h;
  • Depois de congelado o leite materno dura quinze dias e doze horas na geladeira. Porém, para consumo domiciliar o leite materno pode ser armazenado desde que de forma correta por até sessenta dias, a orientação de apenas quinze dias é para o caso do leite materno doado aos Bancos de Leite Humano – essa orientação foi estabelecida pela FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde, a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina);
  • Para evitar o desperdício de leite materno, que uma vez descongelado não pode ser congelado novamente, é interessante armazenar em pequenas quantidades inicialmente (de 50 a 100ml) até perceber quanto seu bebê irá consumir diariamente;
     

Para oferecer o Leite Materno:

  • É importante evitar oferecer o leite materno em mamadeira, pois pode causar confusão de bicos e conduzir para um desmame precoce além de inúmeros malefícios que já conhecemos;
  • Copos de transição, Mamadeira colher, Copo com canudo, Copinho simples;
  • O leite materno poderá ser oferecido ao bebê a cada duas ou três horas ao longo do período que você estiver fora;
  • O leite materno NUNCA pode ser descongelado em forno micro-ondas ou ser fervido, pois esses procedimentos “matam” o leite;
  • O leite materno deve ser descongelado em banho-maria, desligando o fogo assim que levantarem as bolhas de fervura para então introduzir o pote com o leite congelado;
  • Uma boa opção é tirar o pote do congelador e deixa-lo dentro da geladeira para ir descongelando e depois apenas aquecê-lo em banho-maria, tomando cuidado para não ultrapassar a quantidade de horas que o leite pode ficar descongelado em geladeira;
  • Se o bebê não mamar todo o leite oferecido pelo cuidador, esse leite não poderá ser reaproveitado, ele terá que ser descartado.

Experiência de uma mãe com o retorno ao trabalho…

"Quando Emanuel estava completando três meses, a enfermeira que nos acompanhava mensalmente desde o nascimento me orientou sobre as práticas de ordenha e armazenamento de leite materno, mas ao final do nosso encontro ela me explicou que como o ganho de peso dele estava ótimo e acima da curva que não haveria problema nenhum em introduzir fórmula se fosse necessário.

Hã, como assim?

Meu coração ficou apertado ao ouvir isso, pois eu sabia que retornaria ao trabalho cerca de vinte dias antes do Emanuel completar seis meses e até então sonhava em amamentá-lo exclusivamente até os seis meses.

Em casa, ordenhando manualmente por cerca de meia hora conseguia 30ml…

Quando sentia que não seria capaz, meu coração me convencia de que SIM eu seria sim 🙂

Com meu coração de mãe inquieto passei a pesquisar tudo sobre amamentação e retorno ao trabalho e graças a Deus fui até o Banco de Leite Humano de minha cidade após “devorar” as informações dos IGs @instamamentar, @dicasdemaeamorosa, @attachmentparentinbrasil e dos inúmeros textos amorosos que li no GVA Grupo Virtual de Amamentação do Facebook.

Recebi orientações sobre a rotina de ordenha e a que mais ajudou no meu caso foi ordenhar de madrugada quando ocorrem os picos da prolactina.

Na primeira ordenha da madrugada, consegui 120ml e as lágrimas rolaram dessa vez, mas de alegria e gratidão… SIM eu seria capaz sim 🙂

E assim iniciei meu estoque, abri espaço no congelador e voilà!!!

Cada meia horinha que sobrava lá estava eu agora com a bombinha elétrica que facilitou e muito a agilidade na ordenha.

A família fez campanha e logo eu tinha muitos potes de vidro com tampa de plástico, porque os que havia comprado eram de baixa qualidade e na primeira tentativa em banho-maria o fundo acabou cedendo.

Com um bom estoque de leite materno no congelador e com o coração cheio de alegria em poder garantir a AME ao meu amado filho, retornei…

E como foram difíceis os primeiros dias 🙁 Muitas lágrimas rolaram, mas toda a equipe da escola em que trabalho como pedagoga me acolheu e amparou. A mim, foi reservada a melhor sala para que realizasse a ordenha no fim da tarde e uma geladeira com um congelador enorme para os potes de leite que diga-se de passagem fizeram o maior sucesso!

Uma amada amiga pode me oferecer carona pra que eu chegasse mais cedo em casa e só pude agradecer, agradecer e agradecer. Como Deus é maravilhoso!!!

Emanuel ficou sob os cuidados da vovó e do papai que paciente e amorosamente ofertam o leite da mamãe inicialmente na colherzinha e depois no copo de transição de bico rígido e aos poucos todos se adaptaram 🙂

Nas primeiras semanas acabamos perdendo muito leite, pois armazenei em cada pote mais do que o Emanuel mamou, além do leite que derramava enquanto ele mamava, mas depois tudo foi se ajeitando e hoje deixo congelado em potes de 150ml cada, pois sei que suprirá a necessidade do meu filho.

Sempre deixo leite estocado caso haja alguma emergência, como já ocorreu, de eu chegar atrasada em casa devido ao trânsito, reunião extra, dentre outras.

Como meu corpo se ajustou à demanda de produção de leite materno com a rotina de ordenha e a livre demanda quando estou com meu filho, sigo ordenhando duas vezes ao dia. De manhãzinha, antes dele acordar pra mamar ou enquanto ele mama em um peito vou ordenhando com a bombinha do outro e ao final da tarde no meu local de trabalho, mantendo as ordenhas nos mesmos horários nos fins de semana e feriados para garantir um bom estoque.

Com a introdução alimentar, Emanuel passou a almoçar e comer frutas enquanto estou fora, além de permanecer mamando e muito bem.

Sim, foi possível garantir a AME ao meu amado filho e continuar amamentando mesmo com meu retorno ao trabalho 🙂

Logo que chego em casa ele procura o “mamá” e permaneço amamentando em livre demanda e assim seguiremos com muito amor rumo ao desmame natural.

Vale a pena se informar, buscar apoio, orientação especializada, compartilhar com outras mamães e persistir, pois somos capazes sim 🙂 Somos mamíferas e nossas crias com certeza agradecerão!!!" contou Luciana, a mãe do Emanuel.

luperegrinos

FONTES DE ESTUDO E PESQUISA

Informações e orientações recebidas no Banco de Leite Humano do Hospital Fornecedores de Cana de Piracicaba – interior de SP

Textos do GVA postados no Facebook

Textos dos IGs citados acima

 

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Bjos

Mirela

 

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21Jan/14

O meu ponto de vista sobre Desmame Noturno precoce

canstockphoto5534459Todos os dias eu recebo pedidos de mães desesperadas querendo ajuda para conseguir desmamar o seu bebê.

São inúmeros pedidos de ajuda  dos mais variados temas que eu recebo diáriamente, mas os pedidos de ajuda de sono e de desmame estão no top, e eles estão no Top porque estão interligados.
Os motivos que levam uma mãe a querer fazer o desmame são muitos. Um deles é o regresso ao trabalho, mas sobre esse eu falo noutro dia, prometo. Hoje eu quero desabafar… dizer o que acho sobre o desmame noturno e sobre o jeito “mãe de ser” de algumas mães!
Grande parte das mães que querem fazer o desmame são mães que estão cansadas das noites mal dormidas, e que acham que o desmame vai solucionar o problema (e na grande maioria não soluciona nada). Eu até entendo a vontade e a intenção delas, mas não posso concordar, principalmente quando são casos como o que eu vou relatar a seguir.
 
Já por várias vezes me apareceram mães pedindo ajuda para fazer o desmame noturno do seu bebê (bebês de 1, 2, 4 meses) e eu fico aterrorizada. Sei que existem inúmeras mães querendo faze-lo e isso é assustador mas mais assustador é quando vejo outras mães “ajudando” nessa crueldade dando “dicas”. Fico com a sensação de estar remando contra a maré porque eu digo uma coisa e quando outra mãe aparece dizendo o que “aquela” mãe está querendo ouvir… Pronto, lá vai mais um bebê ficar sem peito a noite, e sem necessidade nenhuma. Tudo porque a mãe encontrou a dicas que “precisava”.

Pausa:

O meu perfil virou quase um fórum onde as mães trocam esperiências do mais variado tipo e pedem ajuda uma as outras, mas gostaria muito de conseguir fazer entender a responsabilidade que é colocar a sua experiência e dar dicas do que funcionou com com você para outra mãe. Eu tenho que pensar "mil vezes" antes de lançar um post, porque a responsabilidade é grande. Exemplo: Uma mãe (vamos chama-la de numero n°1) está desesperada porque o seu bebê está cheio de cólicas ou prisão de ventre, e pede ajuda. Dai aparece uma outra mãe (mãe n°2) e diz que deu tal medicamento ou tal chá para o bebê e que com ela funcionou, as cólicas passaram. A mãe numero 1 desesperada faz o quê? Dá sem nem ligar para perguntar antes ao pediatra se pode e passado umas horas ou no dia seguinte o seu bebê passa mal! De quem foi a culpa? Entendem? O mesmo é a história do desmame noturno precoce! Não pode chegar e dar dicas "sem pensar"! É uma responsabilidade grande. Está em risco a saúde e bem estar do bebê. O que funcionou para uma, pode não funcionar para outra. Por isso tudo o que é postado aqui ou no instagram tem por trás um estudo e um acompanhamento de profissional da área que for falada. Adoro que compartilhem as suas experiencias e tentem se ajudar umas as outras, mas preciso que pensem mais antes de postar. Preciso que pensem nas consequencias de um comentário não pensado.

 Despausa.

Um bebê de 2 meses nem sabe direito o que está acontecendo com ele, o que ele está fazendo no mundo. A única coisa que ele quer é estar perto da mãe para se sentir seguro. As coisas que ele melhor sabe fazer é dormir e mamar e um bebê de 2 meses, geralmente não sabe ficar uma noite inteira longe da mãe e precisa chama-la para perto de si, e ele faz isso da única maneira que sabe: Chorando para que o seu chamado seja atendido.
Ele precisa chama-la para saciar a sua fome e a sua carência. Precisa que ela venha mostrar-lhe que está tudo bem, que ele está seguro  e de repente, o seu porto seguro, resolve assumir o papel de “não aguento mais” e querer  dar um basta nisso…? É um ato egoísta da mãe. Tenho que dizer!
A mãe está pensando somente no bem estar dela.
Não é para “acostumar" bem o bebê a dormir para que ele seja mais feliz no futuro, é para o bem da própria mãe que quer dormir e descansar mais, e bora combinar que ensinar um bebê a segurar a fome ou a ficar sozinho no escuro durante as horas que a mãe precisa, logo que ele nasce não é nada bacana, nem humano minha opinião.

Entendo e sou das primeiras a dizer publicamente que ser mãe cansa pra caramba, que temos que pedir ajuda, que ter uns momentos para nós e estar bem para podermos cuidar melhor dos nossos filhos, mas isso não se aplica a um bebê que acabou de vir ao mundo, nem pelos seus próximos 6 meses mínimo dos mínimos.

Se você acha o contrário, eu tenho uma péssima notícia para dar e isto serve para quem é, quem está prestes e para quem quer ser mãe: 
A grande maioria dos bebês dormem pouco, muito pouco mesmo. Acordam muitas vezes à noite, e cansam qualquer ser humano! Isso é fato e muito poucas mães tem a sorte de ter um bebê que durma a noite toda desde que nasce até que vire criança e entre na escola. Um bebê que dorme a noite toda com 2 meses não significa que vai dormir assim para sempre, acredite.
Se quer ser mãe de verdade, você vai ter que pegar o pacote completo. Esse pacote trás olheiras, dor de cabeça, tonturas causadas pelo cansaço e pelo sono, e muito mais, e não adianta você querer pular as fases.
Nessa primeira fase, todas as mães vão mesmo ter que dormir pouco, acordar muito a meio da noite para alimentar os seus filhos, ficar horas sem dormir, ter crises de choro e arrependimento, se sentir péssimas mães, achar que vão morrer e tudo mais, mas faz parte, e passa! Uns mais rápido que os outros, mas passa!
Essa primeira fase não é a fase para você se fazer usar da desculpa de que tem que dar atenção ao marido, a casa e aos amigos. Essa primeira fase é única e exclusivamente do bebê. Ele precisa da mãe o tempo todo, todo o tempo, ele precisa do seu calor, do seu cheiro, do seu batimento cardíaco por perto. Ele precisa se sentir seguro, se sentir amado, e acarinhado e isso é de extrema importância para o seu desenvolvimento físico e emocional e para a construção do relacionamento mãe e filho que ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre nasce ao mesmo tempo em que o bebê.
É por isso que eu sou contra a história de babás, enfermeiras e principalmente avós querendo cuidar o tempo todo do bebê, fazendo o papel de mãe, acostumando-a mal. Sim porque tudo é questão de hábito e você mais cedo ou mais tarde acostuma-se ao ritmo, mas se alguém fizer o seu papel, nem tão cedo isso acontece. Ajudas externas são muito bem vindas, mas o pesado, o grosso mesmo quem tem que fazer é a MÃE.
Na minha opinião, Babá ou avó ajudam com as coisas do bebê, ficam de olho um pouco enquanto a mãe toma um banho, ajudam a mãe para que ela consiga ter tempo para comer e a ter tudo em ordem em casa para que ela se dedique em exclusivo ao bebê na primeira fase. Por isso e muito mais que a mãe recebe licença de maternidade do trabalho. Para cuidar do bebê em exclusivo.
Mãe que é mãe, tá quase com o pé na cova, mas aguenta os primeiros meses mesmo entre sorrisos e choros e quando ela acha que bateu no seu limite, no dia seguinte ela tá lá de novo vendo que a maternidade é tão perfeita que dá sempre pra aguentar mais um pouco.
Mãe não tem medo de deixar o seu filho no colo por horas e horas, mãe dorme junto do seu bebê se sentir necessidade disso, deixa o bebê “chupetar” o peito se ele tiver sendo amamentado…
Mãe nos primeiros meses vive exclusivamente para o bebê e isso faz parte!
Mãe não pode ser egoísta e querer logo a vida que tinha de volta. Querer sair para um bar para relaxar, deixar o bebê em casa com a babá e ainda querer que todos ache que é “normal”. Querer viajar com o marido numa segunda lua de mel e deixar o bebê de 2/3 meses com os avós e ir afirmando que está garantido o bem estar do seu casamento.

De verdade, eu passo mal com estas coisas que eu vejo ou fico sabendo.

Que você uma vez ou outra deixe o bebê em casa por uma horinha ou duas para ir arrumar o cabelo ou malhar, tudo bem, é até bom para descontrair e recarregar as baterias, mas querer desmamar o filho para poder ter mais liberdade… é puro egoísmo sim (volto a dizer, não é o caso de quem quer desmamar porque tem que voltar ao trabalho. Mesmo esse não sendo um motivo válido de desmame, não estou falando nesses casos).

Uma mulher que conseguiu ultrapassar as dificuldades da amamentação e está amamentando direitinho o seu bebê, não pode pensar só nela! Tem que entender que primeiro que tudo, nesse momento está o filho e o desmame abrupto (pelo menos antes dos 6 meses), seja definitivo, ou seja apenas “noturno” não vai fazer nenhum bem ao seu bebê e é uma crueldade.

O desmame noturno, principalmente se for abrupto, é extremamente traumático para o bebê e isto infelizmente  é comum: algumas mães deixam de dar o peito de uma hora para outra, com soluções drásticas tais como deixar a o bebê aos cuidados de parentes durante a noite para que ele se acostume.

O bebê mama não só para se alimentar, mas para criar um ambiente 'interno' benigno, de chamado à vida, gente!

E quando ele fica apenas “chupetando” o seu peito, na verdade ele não está fazendo o peito de chupeta, ele faria a chupeta de peito. No peito ele mama, tem o aconchego dos braços da mãe, leitinho, conforto. Na chupeta não!

 

Muitos pediatras vêm com a teoria de que não se deve amamentar o bebê durante a noite por diversos motivos, e aconselham as mães a fazerem o desmame noturno desde cedo.

Temos a mania de achar que o que o pediatra diz é lei e nem sempre assim é. Muitos não sabem nem o que é ter um filho na prática e de teoria está o mundo cheio, e nós, mães principalmente de primeira viagem ficamos apegadas a uma única opinião e graças ao medo de errar muitas vezes esquecemos que nosso melhor conselheiro é o nosso instinto materno.

Matheus mamou em livre demanda até os 10 meses (o desmame como já disse aqui, foi natural, ele mesmo deixou de querer) mas enquanto mamou, mamou o tempo que quis, como quis e eu, mesmo morta com farofa estive sempre disponível para ele e junto dele.

Passei muitas noites em branco, troquei muitos dias pelas noites, ganhei o apelido de Urso panda por um tempão, me senti quase uma morta viva, mas hoje faria tudo de novo da mesmíssima forma e estou aqui doida para viver tudo de novo.

 Quem mais apoia a mãe a aprender a viver um pouco sem um filho depois de um tempo de maternidade, quem mais fala para vocês não se descuidarem do casamento, quem mais vos incentiva a voltar a ser mulher e não comprar o papel de mãe a tempo integral sou eu. Mas tudo tem a sua hora, e começo de maternidade, na minha humilde opinião não é a hora para mais nada além de pensar no bem estar do bebê, custe o que custar. Pode parecer que não, mas nós aguentamos SIM. #prontofalei

Espero que me entendam! Eu precisava falar sobre isto e mostrar o meu ponto de vista, e tem coisas que não tem como falar de outro jeito. Quer dizer, ter até tem, mas de outra forma não iria surtir o mesmo efeito.

 

Bjos

Mirela

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13Jan/14

Bebês que tomam leite artificial de noite dormem mais – Mito ou Verdade

POR: MirelaCATEGORIA: Alimentação, Dicas, Diversos, Papo de Mãe(8) COMENTÁRIOS

Bom dia mamães!

No outro dia falei no instagram sobre amamentação e reparei que muitas mães relatavam que mesmo o filho tomando Leite artificial, as noites de sono do pequeno não eram boas.

Peguei em dois comentários onde um a mãe dizia que o filho dormia a noite toda com leite materno e outro onde a mãe dizia que o filho não dormia a noite toda com LA e mostrei que era relativo. Matheus mesmo mamou até os 10 meses e muitas vezes dormiu a noite toda. Dependia era do dia que ele tinha tido. 

Com esse post de comparação  surgiram mais relatos mostrando que era de fato relativo.

Tendo em conta que o instagram tem um numero considerável de seguidoras, dá para tirar conclusões por lá, mas ainda assim pedi para as meninas de um Grupo virtual de amamentação me enviarem um post onde mostram os estudos sobre isso e elas fizeram questão de envia-lo na mesma hora.

Para mostrar que bebês que mamam leite artificial (com ou sem mucilon) é mito, segue então o texto com os estudos que falam sobre isso.

 

Diferenças no sono no bebê que mama ou toma Leite artificial

por Grupo Virtual de Amamentação

 

 Novo estudo prova que não há diferenças. A crença que mães que amamentam tem que fazer mais sacrifícios não se mostrou verdadeira.

 

É comum acreditar que um dos sacrifícios que mães tem que fazer para amamentarem seus bebês é terem pior qualidade de sono. Mas novas pesquisas sugerem que isso é mito.

 

O estudo, publicado em 8 de novembro no periódico científico Pediatrics, descobriu que as mães dormiam em média o mesmo, não importando se amamentam ou dão LA. A autora principal do estudo, Hawley Montgomery-Downs, Professora assistente de Psicologia e coordenadora do Programa de Neurociências do comportamento na Universidade de West Virginia, mostra que absolutamente não há diferenças na qualidade do sono materno baseados em como os bebês são alimentados.

 

Os pequisadores coletaram dados de 80 mães do início da segunda semana de vida do bebê até o final da 12a. semana, e foram divididas em 3 grupos: 27 amamentando exclusivamente por pelo menos 12 semanas, 18 que deram LA exclusivamente por pelo menos 12 semanas e 35 que usaram ambas formas de alimentação.

 

As mães usaram um instrumento parecido com relógio (actigrafo) para registrar seus movimentos e usaram um equipamento PDA para analisar sua qualidade de sono, registrar quantas vezes elas acordaram no meio da noite e por quanto tempo permaneceram acordadas. Com isso obtiveram um diário de sono com relato da qualidade de seu sono e o número de acordadas durante a noite e quando se sentiam sonolentas durante o dia.

 

Surpreendentemente, os dados revelaram que os 3 grupos tiveram a mesma quantidade de sono- cerca de 7.2 horas por noite.

Então, apesar dessas mães não estarem tecnicamente deprivadas de sono, elas estão legitimamente deprivadas de sono de qualidade. Isso se chama “sono fragmentado”, que não é uma desordem do sono, diz Montgomery-Downs. “Isso é o que mães de bebês novinhos fazem.”

 

Como pode ser possível que não há diferença na quantidade de sono total? Se demora mais tempo para o leite artificial ser digerido e portanto eles acordam menos frequentemente, como suas mães não estão dormindo mais? Talvez é porque as mães que amamentam estão amamentando dormindo? Ou porque as mães que dão LA tem que acordar completamente para preparar a mamadeira? Ou uma combinação dos dois?

 

Montgomery-Downs diz: "Não posso dizer exatamente porque não houve diferenças, mas as mulheres que amamentam talvez não tiveram os mesmo níveis de despertares quanto as mulheres que levantaram para preparar mamadeiras. Pode ser que as mães que amamentam se mantiveram no escuro e conseguiram adormecer mais facilmente, já que LM contém o hormônio prolactina, que pode ter efeitos indutores de sono no bebê. Pode ser que os bebês amamentandos acordam mais mas as mães estão adormecendo mais rapidamente. Pode ser também que elas amamentam dormindo. Mas não sabemos se as mães estão fazendo cama compartilhada, essa será uma próxima extensão de nossa pesquisa".

 

Qualquer que seja a razão, esse estudo é obviamente uma boa notícia para os que apoiam amamentação. Sim, eu me pergunto: quantas mães desistem de amamentar- ou nem tentam- porque acreditam que iriam dormir mais com o uso da mamadeira?

Mas amamentação é tão importante para saúde de ambos mãe e bebê que fatos reais sobre o sono nessas condições precisam ser esclarecidos. Montgomery-Downs diz que as mulheres não poderiam simplesmente se sentir obrigadas a amamentar e fazerem o sacrifício de menos sono.

 

Além disso, enquanto estava entrevistando as mães que participaram do programa, Dr. Heinig descobriu que muitas trocaram a amamentação por LA ou cereal, acreditando que os bebês acordavam a noite e choravam por fome, porque não tinham LM suficiente.

 

Ela decidiu então preparar folhetos para dar para os pais com explicações de quão frequente os bebês acordam a noite- 3 ou 4 vezes nas primeiras 8 semanas pelo menos, e porque eles choram.

 

Seu estudo inovativo que durou 3 anos descobriu que as mães que tinham essas informações sobre seu comportamento natural amamentaram seus bebês exclusivamente por pelo menos 4 meses, e a porcentagem de crianças obesas diminuiu.

 

 

Finalmente, Dr. Montgomery-Downs diz: "A Academia Americana de Pediatria recomenda amamentação (exclusiva por 6 meses e continuada por pelo menos 1 ano), então considere os riscos e benefícios de amamentar x dar LA.

Mas não faça sua decisão baseada no velho mito de que irá dormir melhor com LA. Os primeiros meses serão difíceis, amamentando ou não, então pese outras coisas, como a saúde do seu bebê. Não use um ‘bom sono’ como razão para desmamar seu bebê, porque o sono não melhorará com o desmame."

 

 

Pais poderiam ajudar levantando e dando uma mamadeira ao bebê com LM ordenhado. Mas no estudo nenhuma das mães relataram esse tipo de participação dos pais, mesmo que os bebês estivessem tomando LA. *

Recentemente há ímpetos nos EUA para angariar mais apoio para a amamentação, e talvez esse estudo ajude. Como o mito de que bebês que amamentam dormem menos que bebês que tomam LA foi derrubado, os autores acreditam que os esforços de encorajar amamentação nos EUA deve incluir informação sobre sono.

 

Montgomery-Downs diz, "As mulheres devem saber especificamente que a opção de dar mamadeira ao bebê não significa necessariamente sono melhor. Os riscos de não amamentar o bebê devem ser levados em consideração contra a falta de evidência de que o LA melhora a qualidade de sono."

 

 

Montgomery-Downs considera os resultados do estudo bons e objetivos para afastar conselhos não solicitados de profissionais da saúde, amigos e sogras que sugerem o LA como solução para o sono.

 

“Isso deve ser tranquilizante para as mães que amamentam” ela diz. “Desmame não é a solução!”

 

 

PS:

* mamadeiras (independente do conteúdo) podem causar confusão de bicos e desmame precoce. Não recomendamos essa dica então na comunidade.

 

** faltou citar que mães que amamentam e fazem cama compartilhada (atentando para as regras de segurança da CC) tem melhor qualidade de sono sim, salvo algumas exceções. Agora é aguardar se farão um estudo com esse tipo de variável.

 

*** para melhora do sono noturno recomendo dois livros excelentes "Soluções para Noites sem Choro – bebês" e "Soluções para noites sem choro – de 1 a 6 anos" de Elizabeth Pantley

 

Quem quiser pode conhecer o grupo que apoia e estimula o aleitamento materno no instagram @instamamentar

 

Espero que tenham gostado tanto quanto eu.

Não esqueçam de comentar deixando a sua opinião, curtir e compartilhar o texto. Além de eu ficar feliz com a participação de vocês, desta forma ajudam o De Mãe Para Mamãe a crescer.

 

Bjooos

Mirela Acioly

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21Mai/13

Hoje o tema é Refluxo

POR: MirelaCATEGORIA: Papo Profissional, Pediatra(0) COMENTÁRIOS

Como-fazer-o-bebê-arrotar

Muitas mães entram em pânico quando seu filho golfa pela primeira vez e sempre tem alguém para dar o diagnóstico de refluxo.

Você sabe o que é refluxo?]

Refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Isso é um evento fisiológico que ocorre por imaturidade dos músculos da cardia (região do estomago). E porque todo mundo tem medo do refluxo?

Quando este refluxo é muito intenso pode representar uma doença, a doença do refluxo gastroesofágico. Isso sim merece tratamento. E como saber se o refluxo do seu filho é fisiológico ou doença?

No refluxo fisiológico o bebê fica bem após as golfadas, mesmo que elas sejam enormes, ganha peso e se desenvolve normalmente. Na doença do refluxo o bebê não ganha peso adequadamente ou pode apresentar uma irritação muito intensa que pode ser confundida com cólicas.

O mais importante é que as medidas posturais resolvem a maioria dos casos. Após alimentar seu bebê deixe a cabeça elevada por até 20 ou 30 minutos, nunca deite o bebê imediatamente após as mamadas. Não coloque roupas ou fraldas apertadas na região do abdome. Evite oferecer mais comida que o necessário, nem todo choro é fome.

Em alguns casos reservados podem ser utilizadas medicações, mas sempre por indicação médica. O refluxo melhora com o tempo. A criança fica mais tempo sentada, come comidas mais consistentes e tudo vai melhorando.

Se você tomar um copo de 2000ml ( 2 litros) de leite e deitar, o que você acha que aconteceria? Essa é a proporção de leite que um bebê toma!!!!

Pense sempre nisso antes de tentar resolver com remédios….

Por Dra. Marina Rocha Azevedo

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16Jan/13

Leite “empedrado”

POR: MirelaCATEGORIA: Depois, Diversos, Mamãe se cuida, Papo de Gestante, Saúde(3) COMENTÁRIOS

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O ingurgitamento mamário (famoso “leite empedrado”) preocupa e incomoda bastante as mamães. Nada mais é do que uma produção maior de leite do que o que o bebê consegue mamar, por isso é mais comum no início da amamentação, quando o bebê mama pouquinho de cada vez. Quando acontece, a mama fica bastante endurecida e dolorosa, às vezes apenas parte dela, formando as “pedras”. É importante estar atenta porque é possível evitar que o leite se acumule demais fazendo a ordenha entre as mamadas caso seja necessário, ou dando de mamar. Se mesmo assim acontecer, procure um local tranquilo, relaxe, e tente massagear o local delicadamente. Não é preciso força! A massagem deve ser feita com as pontas dos dedos, em movimentos circulares, em seguida drenando delicadamente no sentido do mamilo. Após alguns minutos de massagem, posicione a mão em forma de C segurando a aréola(mais ou menos onde a boca do bêbe deve estar) e aperte para sair o leite. Repita até que o bico do seio fique macio, e coloque o bebê para mamar ou uma desmamadeira. Lembre-se que compressas quentes só aliviam na hora, mas pioram a situação pois estimulam a produção de leite. Pode-se fazer compressas frias(uma fralda com água gelada), mas por periodos curtos (1 a 2 minutos) para que tb não haja estimulação. Nem sempre é fácil de resolver e algumas mães precisam de ajuda profissional, mas não se desestimule, quase todas as mães passaram por isso! A Dra. Marina é mastologista e vai estar esta semana preparando posts comigo especialmente para voces. Mais informaçoes voces acham no site dela emojiemojiemojiWWW.MASTORECIFE.COM.BRemojiemojiemoji

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16Jan/13

Tipos de mamilo

POR: MirelaCATEGORIA: Antes, Depois, Diversos, Durante, Papo de Gestante(0) COMENTÁRIOS

bf1908b655d911e2918122000a9f0a12_7MAMILO NORMAL 92% das mulheres têm mamilos normais, ou seja, nem muito para fora, nem liso, nem para dentro. Isso significa que a imensa maioria delas não terá qualquer problema para amamentar, pelo menos no que diz respeito ao mamilo. .

MAMILO COMPRIDO Algumas mães têm um mamilo bem comprido. O problema desse tipo de mamilo é que o bebê tem a tendência de pegar só o bico, sem abocanhar a aréola. Se o bebê pegar só o mamilo, as rachaduras certamente virão. E a dor é intensa. Bom, de qualquer forma, é um problema muito simples de resolver. Basta você tentar amamentar em diferentes posições, fazendo pequenas variações, até descobrir qual a posição que faz com que o bebê abocanhe a maior parte possível da aréola. Se o bebê pega boa parte da aréola, não haverá problema. .

MAMILO PLANO O mamilo plano é aquele que não é “para fora” nem “para dentro”. Mamilos planos não costumam trazer grandes problemas para a amamentação, por que são mais fáceis de corrigir do que os mamilos invertidos. Muitas vezes, quando o bebê é forte, a simples sucção faz com que os mamilos planos voltem ao normal. O Segredo de amamentar com mamilos planos é fazer o bebê abocanhar o máximo de aréola possível. Também podem ser usadas as conchas para formar bico, além de exercícios e bombinhas de sucção. Antes de amamentar, pode-se também aplicar um pouco de gelo na aréola ou pinçar a aréola com os dedos. Em algumas mulheres, isso fará o bico aparecer. Muitas vezes o mamilo plano é confundido com o ingurgitamento mamário. Acontece que, quando as mamas estão muito cheias, o mamilo pode ficar liso, mesmo que não seja plano. Nesse caso, basta ordenhar o leite para normalizar a situação. .
MAMILO INVERTIDO Apenas 0,5% das mulheres têm mamilo invertido. Há variados graus de inversão, alguns são fáceis de corrigir e outros não. Do mesmo modo que existem os mamilos falso-planos, existem mamilos falso-invertidos. Se os mamilos forem verdadeiramente invertidos, a amamentação pode ficar um pouco dificultada, mas é possível amamentar mesmo assim. É necessário paciência e tempo. . CURIOSIDADE Uma mesma mulher pode ter dois tipos de mamilo diferentes. Pode haver qualquer combinação. O lado direito pode ser normal e o esquerdo pode ser invertido ou plano. Fonte: www.comoamamentar.com
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