29Set/14

#MatheusEPepeu – Quando a amizade começou

POR: MirelaCATEGORIA: Diversos(2) COMENTÁRIOS

Pepeu é o irmão mais velho. O nosso primeiro filho, só que filho canino.

Quando eu menos esperava e mais precisava, o Pepeu chegou tímido e muito calmo, e, com o seu jeitinho especial, foi conquistando toda a família. Conquistou até os que não queriam nada com ele.

Pepeu tinha um ano quando engravidei do Matheus. Até então, ele era tratado como um bebê, atitude típica de mulher que está louca para ser mãe e compensa seu instinto com o cachorro, sabe como é? Ele era tão mimado que, inclusive, dormia comigo na minha cama.

Jurei que o cachorrinho nunca seria deixado de lado depois que o Matheus nascesse e que a presença dele seria extremamente importante para o desenvolvimento do meu filho, assim como a amizade dele era merecedora da minha lealdade. Foram nove meses de juras de amor eterno para o meu melhor amigo, que insistia em ficar ao meu lado não ligando para as minhas inesperadas variações de humor.

Os meses passaram e eu confesso que em momento algum tive interesse em preparar o meu amigo para a chegada do novo membro da família. Eu o conhecia muito bem e sabia que ele estava pronto, desde a sua própria chegada, para aquele dia e para o resto da sua vida. Eu tinha certeza de que ele seria tão bom com o meu bebê quanto tinha sido comigo.

Era uma sexta-feira quando chegamos em casa com o Matheus pela primeira vez. Lembro-me como se fosse hoje, o Pepeu correu na minha direção e, instintivamente, se acalmou quando chegou perto. Tentou ficar em pé para cheirar o novo amigo, mas imediatamente eu o afastei e, naquele momento, comecei uma nova fase com ele.

Não sei o que aconteceu comigo, o que me deu, mas eu não o queria perto de mim nem do pequeno. O Pepeu, para mim, parecia representar um mundo de bactérias e eu, talvez por instinto, o quisesse bem longe da minha cria.

O cachorrinho, que até pouco tempo atrás dormia na minha cama, passou a ser proibido de sequer passar da porta da cozinha… E eu estava tão hipnotizada pelo meu rebento que sequer enxerguei o quanto estava destratando e falhando com o meu tão amado primogênito.

Pepeu e Matheus, uma dupla perfeita

Acho que essa “malvadeza” durou uns cinco meses. Chamo de “malvadeza”, mas, hoje, apesar de não me perdoar, consigo me justificar. Eu estava enlouquecida com a alteração hormonal e aprendendo a dominar o meu instinto protetor, que, nessa fase, quase sempre está completamente fora de controle.

Naturalmente, o Pepeu, com toda a sua sabedoria canina, reconquistou o seu espaço e conseguiu o que todos no fundo esperavam ansiosos: conquistar o Matheus e recuperar a minha confiança.

Primeiro ele ficava de longe, só olhando, depois foi se aproximando, aproximando e, quando vimos, o Matheus estava aprendendo a engatinhar com o Pepeu do lado. Ouso dizer que foi ele que mais encorajou nosso pequeno a desbravar este mundo sobre “quatro patas” e mais tarde sobre duas pernas.

Hoje, escrevendo este texto, queria ter o poder de imprimir as imagens lindas que tenho do começo da amizade desses dois e mostrar aqui para vocês poderem ver como cachorro é um animal especial. Ainda que temporariamente rejeitado, ele soube esperar a “tempestade” passar, e conseguiu recuperar o seu espaço na nossa vida.

Posso dizer que perdi o meu melhor amigo, mas digo sorrindo porque o perdi para o meu filho.

Hoje, o Pepeu prefere dormir no quarto do Matheus. Não acho que ele me trocou por mágoa, até porque cachorro não tem esse tipo de sentimento. Só acho que ele escolheu alguém mais divertido para acompanhá-lo nas aventuras.

O Matheus tem um apego por ele tão grande que no dia que é para o bichinho tomar banho, o escândalo e o drama rolam soltos por aqui! “Não leva o meu Pepeu!” é a frase escolhida nessas horas. Hahahaha

Tenho fotos, vídeos e histórias para mais tarde recordar. Mas sempre que dou uma olhada em todas essas memórias, o meu coração aperta. Infelizmente, eu sofro de um sintoma bem comum entre as mães: ”Saudade antecipada”.

Olho para algumas fotos que tenho deles juntos e consigo me ver lá na frente morrendo de saudades do Pepeu. Isso porque sei que pela lei natural da vida, ele não ficará aqui o tempo que gostaríamos e que a vida não será a mesma sem ele presente.

Mas, graças a Deus, essa “saudade”, um tanto doída, só aparece por aqui vez por outra, e, se tudo der certo, ainda tenho muitas aventuras da minha dupla favorita para registrar.

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2 comentários

2 Comentários

Naiade

8 de Outubro de 2014 às 23:54Responder

Não precisa sofrer por antecipação não, quando esses cães encontram uma família dedicada a vida deles pode ser muito longa. Tenho uma da mesma raça que completará 09 anos amanhã sem nenhum problema de saúde! Reinou absoluta por 08 anos e hoje meu bebê de 01 ano ama ela de paixão! Acorda e já fica de pé no berço chamando “Nána”. Prepare seu coração porque ainda terão muitas alegrias com o Pepeu!

Andreza

13 de Outubro de 2014 às 10:34Responder

Chorei com seu post… foi a primeira vez que vim aqui, e já chorei… rs. Minha história é igual a sua! Só que infelizmente não consegui restabelecer o afeto com meu cãozinho… e o deixei de lado. Minha mãe o adotou e supriu o amor ele…. eles se amavam muito… esse ano ele se foi. Sinto não poder ter me esforçado para ser alguém melhor pra ele. Fica a lição na minha vida. um dia quero poder fazer diferente. Bjs!.

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