15Jan/14

Esqueça a sociedade – Seja a melhor mãe que você souber ser!

POR: MirelaCATEGORIA: Confessionário, Dicas, Educação, Papo de Mãe(14) COMENTÁRIOS

Eu queria um dia conseguir fazer todos entenderem de uma vez o quanto é chata a intromissão constante das pessoas próximas e distantes quando o assunto é decisão de mãe e pai.

Queria fazer com que todos entendessem o quanto é mau para uma mãe se sentir pressionada, cobrada, e avaliada o tempo todo.

Mas queria mesmo era fazer todas as mães acreditarem nas suas próprias decisões, nos seus instintos mais do que o fazem (muito mais).

Queria muito que as mães não fossem tão inseguras, tão dependentes das opiniões alheias. Que não se importassem tanto com o que os outros possam vir a pensar ou dizer…

Queria de verdade que entendessem que os outros são isso mesmo, os outros. Cada um com uma experiência única e por isso diferente. E cada caso é um caso. Claro que opiniões são boas, mas elas só vão trazer bons resultados quando as pedimos e sabemos filtra-las e tirar conclusões delas sem medo.

Vejo muita gente dizer que a sociedade "acusa" e cobra demais mães.

Por exemplo, quantas não são as mães que se sentem cobradas e acusadas porque não conseguem amamentar ou quantas não são as mães que dormem com os filhos na mesma cama e preferem não assumir isso para não serem julgadas?

Quer saber o que eu acho?

Eu acho que as culpadas disso somos nós mesmas. As mães.

 Importamo-nos demais com a sociedade, damos abertura mais que suficiente para que se intrometam quando pedimos ajuda a todos que encontramos pelo caminho porque temos medo de agir sozinhas, de tomar decisões por conta própria e arcar com a culpa caso algo de errado.

Temos medo de admitir erros, de admitir fracassos. E por isso nos escondemos atrás das desculpas.

Quantas mulheres não gostaram de amamentar e por medo não admitem?

Quantas mães não admitem que o filho hoje dorme na sua cama porque um dia por comodismo, por preguiça, fruto do cansaço ou por que gostou e o acostumou assim!?

 Quantas vão se achar péssimas mães porque fizeram o que todo o mundo diz para não fazer, mas a maioria entre quatro paredes, pelo menos uma vez já o fez?

Acho que nós é que metemos na cabeça que existe um perfil de mãe perfeito. Nós somos também culpadas por isso. Temos a mania de exigir demais de nós mesmas e consequentemente nos esquecemos disso e exigimos demais dos outros também.

De uma vez por todas, seja você e dê o melhor que você consegue.

Esqueça os outros… Você é a melhor mãe que consegue ser e isso já faz de você a melhor mãe do mundo, independentemente dos erros que cometa.

Erros são ótimos para aprender.

Então não tenha medo de os cometer.

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14 comentários

14 Comentários

Chrys

15 de Janeiro de 2014 às 10:08Responder

Na minha opinião o problema é que sobra opinião! 😉 Cada uma que faça o que achar melhor, com ajuda da mãe, do marido, de babá de confiança; tendo parto normal ou não; dando leite materno ou não; deixando de trabalhar ou não.
Cada mãe é MÃE e tenta ser o melhor que pode.
E a “sociedade” que cobra é simplesmente um monte de mãe que quer apontar o defeito dos outros para esconder os seus.

    Mirela

    15 de Janeiro de 2014 às 10:23Responder

    É tanta coisa que quero falar que termino esquecendo “detalhes”. rsrs O teu comentário me fez mudar o final do texto. 

    Obrigada por me lembrar do que no fim eu queria mesmo terminar dizendo.

     

    Bjooos

Danielle

15 de Janeiro de 2014 às 10:23Responder

É isso mesmo! Quando meu filho nasceu,tb não sabia de nada e dei banho nele já no hospital. Na minha cabeça era claro,quando eu chegar em casa n vai ter quem faça por mim e foi a melhor coisa que fiz por mim e por ele. Tive a prova disso diversas vezes quando ele tava agoniado,ouvia minha voz,se acalmava ou no colo relaxava e dormia. Aquilo me deu a certeza de que era a mim que ele precisava, tanto que exagerei um pouco e inflamei os pontos por falta de repouso,mas não me arrependo em nenhum momento principalmente pq naquele momento a prioridade era ele, n eu e fiquei logo bem. Não podemos deixar que a insegurança esconda nosso instinto pq ele é uma coisa que existe sim, mas nos esquecemos disso!

Danielle

15 de Janeiro de 2014 às 10:28Responder

Chrys,vc falou e disse! Eu parei de dar tanto valor a essas “opniões” qd percebi isso. Ninguém é perfeito,mas tem gente que quer cobrar da gente o que sequer fez! Pronto falei! E isso é um sacoo!rs..

Mariana

15 de Janeiro de 2014 às 15:31Responder

Adorei seu texto!!
Verdade pura e simples…

Parabéns!

Elaine Pascoaloto Pipino

15 de Janeiro de 2014 às 16:13Responder

Esse texto é um dos melhores que já li sobre este assunto. Não sou mãe ainda, mas já ouvi diversas reclamações de amigas e da minha própria irmã, quanto a interferência de outras pessoas. E inúmeras vezes deixou as interferências de terceiros falarem mais alto para não haver constrangimentos, mas pagou um preço alto por isso. Eu acredito que não vou permitir essas interferências quando chegar a minha vez, devido a minha personalidade, sempre agi conforme eu determinei. Somente a família do esposo que mora na mesma cidade, e já dei um jeito de bloquear qualquer tipo de interferência na minha relação com o esposo, e pretendo fazer a mesma coisa quando chegar os bebês. Odeio interferências seja lá de quem for, gosto e prefiro seguir aquilo que acredito, e caso de errado as minhas escolhas, não importo em errar, procuro outras possibilidades ou escolhas, até encontrar a maneira certa. Acredito que são nos erros que nos edificamos e evoluímos. Conclusão toda a mulher mãe ou não mãe sabe o que é melhor. Só basta ouvir o extinto que temos adquiridos pelo dom divino. Beijos a todas e todos. Obrigada Mirela

Luciana Félix

15 de Janeiro de 2014 às 16:19Responder

Entendo bem… Passo por isso constantemente, e o pior, dentro do convívio familiar. Trabalho fora de casa e por isso minha sogra fica com o meu filho durante o dia, que tem 1 ano e meio. Devido a isso, sou tratada como se não soubesse dos gostos do meu filho, como se não soubesse dar a ele, os cuidados básicos. Tem coisas que são comuns, a gente sabe que acaba ouvindo mesmo e nem são por mal. Mas algumas coisas são pura implicância e machucam. Ainda mais quando sentem-se donos do que é seu. Ralo pra caramba (junto com meu marido), para criamos Davi atendendo às suas necessidades. Também me preocupo muito com meu filho e com o desenvolvimento dele. Meu amor imenso por ele, me faz querer educá-lo da melhor forma, para que ele seja uma pessoa de bem, uma pessoa segura, feliz. E sinto constantemente como se precisasse provar pros outros que mesmo trabalhando fora, sou uma boa mãe. Acredito que muitas mães aqui passam por esse ou dilemas até piores. O ruim é que no meu caso, isso acaba influenciando na relação do casal, uma vez que meu marido muitas vezes age como se a sua mãe, fosse mais mãe de Davi do que eu. Gostaria muito de poder passar todos os dias com o meu filho, sei que a medida que ele for crescendo, isso vai pesar ainda mais pra mim. Mas o meu trabalho é muito necessário para as despesas do lar e eu diria até para o meu bem estar psicológico. Enfim (desculpe a extensão do desabafo), o seu texto foi como um ombro amigo. Obrigada!

MamãeBruna

15 de Janeiro de 2014 às 20:56Responder

Perfeito!

Nunca pensei que a intromissão das pessoas ia me deixar tão irritada.
Nós acabamos ficando com medo de expor nossos sentimentos, falhas e até ideias, pq sabemos que alguma bomba vai vir. Vamos ser julgadas, chamadas de neuróticas e que até precisamos procurar um psicologo. Não admito ninguem me chamando de qualquer coisa sem antes ter passado pela experiencia de ser mãe, não admito alguem que não conhece esse sentimento tão maluco mas ao mesmo tão gostoso, falar que eu não preciso ir ver se o meu filho esta respirando no berço. É um amor tão enorme, que realmente é dificil de alguem de fora entender.

Ja me perguntaram esse lance da cama e eu respondo que foi uma necessidade MINHA, eu gosto quando ele fica na minha cama, me sinto tão completa quando estamos eu, meu marido e meu filho na mesma cama. E vamos combinar que nossa cama fica com um cheirinho delicioso, né!? E tem gente que não entende…

Enfim,

somos perfeitas para nossos filhos e aos olhos de Deus,

Lorena

15 de Janeiro de 2014 às 20:59Responder

Belo texto. Depois q virei mãe sempre falo que eu tento seguir o “padrão”, mas não julgo outras mães q não fazem pq no final quem sabe o que é melhor pra família (mãe, pai e filho) são eles. Por exemplo, minha filha desde q chegou na nossa casa dorme sozinha no quarto dela. Nós viajamos (nov/13) e ela se acostumou a dormir na nossa cama com os avós. Hj dorme na nossa cama. O pai leva pro quarto dela dormindo. Ela acorda de madrugada e volta pro nosso quarto. Conclusão: quem não dorme com seu filho não sabe o qnt é bom e hj entendo como é difícil tirar isso. Bjs

Carla Cristina

16 de Janeiro de 2014 às 0:38Responder

Te admiro pela sua iniciativa de tentar colocar um consolo em nos que não conseguimos admitir o que na verdade não passa de apenas tropeços do dia dia, pq em uma rotina louca e inconstante que é isso que ter um filho siguinifica, pode fazer que as vezes optemos por alguns atalhos, o que faz de nos apenas humanas, pq alem de maes continuamos sucesiveis ao cansaço a preguiça e ao comodismo as vezes, é bom ter uma voz ativa, que nos mostre que isso é apenas o mais comum dentre nos, que é apenas mães sendo mães e tomando as redias de sua maternidade, pq o mais facil é seder a opiniao de todos aos ditados populares e quando menos esperar vc nao esta mais ali, vc nao se encherga na criaçao do seu proprio filho, todas nos temos objetivos o que queremos ou pelo menos pretendemos e mesmo que nao seja o que todos encaram como o certo pode sim ser a melhor alternativa pelo menos para seu filho para seu dia dia para sua vida e para o seu mundo. Mirela te admiro pela mae que é, pela sinceridade em seus posts e por não ter medo de ser julgada, por ser segura da supermãe que vc é, e acredite que isso faz com que nos reles mortais tomemos folego todos os dias para encarar os julgamentos com maior tranquilidade e com pensamento que sim nos tb somos SUPERMAMAES obrigado pelo seu blog obrigado por compartilhar um poquinho da sua vida <3

Patricia

16 de Janeiro de 2014 às 13:45Responder

Tenho uma pessoa que dá tanto palpite na minha vida, que tem dia que não posso nem ouvir a voz dela. A pessoa nem filho tem para se meter tanto na minha, e querer me dar lição e conselho. As pessoas não entendem que somos todos diferentes. Cada um tem sua prioridade, cada um tem sua forma de pensar e educar, e estando certa ou errada eu sou a mãe, sou eu que decido.
Na hora de ajudar a cuidar e pagar as contas não tem ninguem, mas para criticar e dar palpites tem um monte.

Marcella

16 de Janeiro de 2014 às 20:00Responder

Eu Discuti com minha sogra uma vez por esse motivo….. tudo bem que ela queeira me dizer o que ELA fez… dane-se.. eu quero ser Eu … aprender a ser mae do meu jeito.. com meus erros e acertos.. assim como ela fez.. aprendeu a ser mãe e todo mundo é assim.. aprende a ser mão e pronto!

Patrícia Lobão

20 de Janeiro de 2014 às 10:51Responder

Perfeito seu texto Mirela!! Cada um sabe da sua vida e isso se reflete na forma como vivemos. O que é bom pra um pode nao ser pro outro e precisamos exercitar esse não julgamento. Me corrija se eu estiver errada,mas acho que os europeus se metem muito menos na vida do outro. Bjão

Kamila Batista Naciff

1 de Julho de 2014 às 23:28Responder

Parabéns Mirela ótimo texto. E bom saber que existem pessoas q sentem e passam pelas mesmas circunstâncias que nos. Fico feliz de poder ver que não estou só e que coisas que para sociedade são coisas sensuradas para nos mãe e absolutamente normais. Não vivo mais padrões e aprendi isso com meu filho. Pois cada mãe tem seu "laboratório" onde pode aprender e dar certo. Porque não daria né.? Criamos nossos filhos com amor, as x acho que por tantas cobranças exigimos de mais de nos mesmo! 

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