5Fev/14

A minha história de amor – Os capítulos todos num único post

POR: MirelaCATEGORIA: Diversos, Vida de Casal(53) COMENTÁRIOS

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Em 2008, eu estava numa fase meio conturbada. Estava para falar a verdade, numa fase crucial, onde qualquer decisão que tomasse iria mudar o rumo da minha vida. Precisava parar um pouco para pensar, decidi vir para o Brasil me afastar de tudo e todos e colocar as ideias em ordem. Como eu trabalhava na empresa do meu pai e ele tinha escritório e casa em Fortaleza, aproveitei uma vinda dele e vim junto. Era Agosto de 2008. Estava sem data de regresso, e quanto mais ficava mais algo me dizia que ainda não era hora de regressar.

Lembro-me de um dia estar ao telefone com a minha mãe, ela me dizer que queria que eu voltasse, e a minha resposta ser “Mãe, não posso voltar! Algo me diz que eu ainda não posso voltar!”.

O tempo foi passando e em Outubro eu ainda estava em Fortaleza. Nessa altura, recebi o convite de uma amiga para passar um final de semana em casa dela que ficava em São Luis do Maranhão e como ia ter uma Micareta por lá, ela queria muito que eu fosse conhecer e eu fui!

Além de mim, ela convidou mais duas amigas e na mesma hora nos demos super bem.

Primeiro dia de micareta foi com Ivete Sangalo. Uma loucura! O que era aquilo meu Deus kkkkkk o povo todo se beijando e eu passada porque não queria ser beijada de jeito nenhum.

Nós não temos a cultura do beija beija como vocês kkkkk e isso de certa forma me fez um pouco confusão mas não me impediu de curtir muito a festa.

No dia seguinte, acordamos e a minha amiga falou que tinha combinado de irmos todas almoçar em casa de uma amiga dela. O irmão dessa amiga fazia residência em São Paulo, e estava lá com um montão de amigos dando uma festa, então elas queriam juntar “os meninos” com “as meninas”. Não me agradou muito para falar a verdade. Eu queria mesmo era ir para a praia, tomar sol e ficar quieta. Mas Deus fez com que eu não conseguisse convencer ninguém a gostar da minha ideia e lá fomos nós para a casa dos “meninos”.

Chegamos lá, as meninas entraram primeiro e eu pedi para ir ao banheiro. Só que quando saí do banheiro elas já estavam na área da piscina, e quando vejo ao longe o percurso até lá chegar, quase tenho um ataque. Para chegar a elas, eu tinha que descer uma Puta escadaria que dava na beira da piscina e me deixava como “alvo” fácil de olhares (coisa que eu tenho terror). Eu olhava para a escadaria, e olhava para onde elas estavam e só via um aglomerado de gente e na minha cabeça a cena “eu tropeçando e caindo escada a baixo”.

Respirei fundo e desci! Meus olhos procuravam um ponto para eu me focar e não desiquilibrar, mas no meio da procura o que encontrei foram outros olhos.

Num dos cantos da imensa piscina, estava um cara moreno de cabelo espetado, apenas com os ombros fora de água e um copo de cerveja na mão, me olhando com cara de águia pronta a atacar! Juro que por pouco não torno real a queda que imaginei antes de colocar os pés na escadaria.

Senti as minhas pernas tremerem de um jeito que parecia ter ficado sem chão!

Naquela hora na minha cabeça eu não consegui definir o que senti quando olhei para aquele cara. Era algo totalmente desconhecido.

O perfil físico dele era e é exatamente o que me agradava num homem. Moreno do sol, óculos no rosto, corpo malhado mas não exagerado e postura segura, mas o ar dele me dava vontade de esnoba-lo. Algo do tipo: Você é bom, mas acredite, eu sou melhor ainda! Kkkkkkkkkkk Não é que eu era convencida, é porque eu estava numa fase muito “EU” gente! Me valorizando! kkkkkk Segurei a respiração, endireitei o tronco desci calmamente, olhando para a frente mas para ele pelo canto do olho. Cheguei nelas sem um único tropeçar de pernas! #uhuuu

Passamos a tarde socializando. Os meninos colocavam musica alta, bebiam e dançavam como se não houvesse amanhã. Cada um se mostrava mais que o outro. Chegou a ser cómico de observar. Eu passei quase o tempo todo de maquina fotográfica na mão, tirando fotos de tudo e “quase” todos mas meu alvo na verdade era “ele” (a foto do post foi uma das que tirei dele nesse dia e depois de já estarmos juntos fiz essa montagem).

Cada um já tinha escolhido uma menina, e a minha águia morena claro, veio planar sob a minha cabeça.

Foi a tarde toooda num nhem nhem nhem que vou contar gente! Ô persistência! Brasileiro gosta de um beijo desprevenido né? Pois é, mas se ele achava que ia conseguir logo assim de mão beijada, tava enganado e mal acostumado! Cadê o romance? Cadê a conquista? Cadê a cena de novela? Pra mim tinha que ter tudo isso!

No final do dia, convidaram-nos para irmos todos juntos para a micareta! Era dia de Chiclete com Banana!

Eu confesso, estava louquinha para ir com ele para a micareta! Estava loucaaa para me agarrar no pescoço dele e ouvir os fogos de artificio na minha cabeça, sentir o coração quase pular bela boca quando ele tocasse os seus lábios nos meus, mas sei lá porque, resisti a noite toda!!!

Andamos de mão dada desde o inicio do percurso, até o final! Brincamos, dançamos e várias, mas várias vezes quase nos beijamos! Não resistia, eu tinha que fazer o meu charminho!

O percurso estava chegando ao fim, e eu pedia a Deus para que não terminasse! Queria ficar com ele mais tempo, só que o que é bom acaba rápido e chegamos no fim. Nos portões fizemos a despedida e cada um seguia para o seu lado. “As meninas” iam para casa, “os meninos” iam curtir o resto da festa num camarote Estava morta de ciúme kkkkkkk não queria que ele fosse para o camarote. Mas ele fez questão de terminar a noite de uma forma marcante. Saulo segurou o meu queixo, aproximou a minha boca da dele e disse olhando nos meus olhos: Você vai ser minha! Eu vou casar com você!

Escusado será dizer que dali até ao carro, do carro até casa e de casa até a cama eu fui flutuando igual adolescente apaixonada eu tava com 25 anos. Eu pensava nele e meu coração disparava. Minha barriga então… ahhh borboletas na barriga… como era maravilhoso aquela sensação! Ouvi aquela frase um sem fim de vezes no silêncio do quarto. Queria estar mais tempo com ele, conhecer mais sobre ele, sentir o seu cheiro, escutar a sua gargalhada… resumindo, eu tinha me apaixonado completamente em menos de 24 horas!

No dia seguinte acordei e a primeira coisa que pedi foi para irmos na casa dos meninos! Eu tinha que o ver! Eu precisava parar com aquela brincadeira de rato caça gato e jogar-me nos seus braços….

No dia seguinte acordei e a primeira coisa que fiz foi pedir para irmos à casa dos meninos! Eu tinha que o ver! Eu precisava parar com aquela brincadeira de rato caça gato e jogar-me nos seus braços….

Tomamos banho, caprichamos no visual e lá fomos nós para um almoço na casa deles.

Chegamos lá e fomos recebidas com festa, no entanto não vi Saulo por perto. Meus olhos procuravam incansáveis por ele, eu queria vê-lo… Eu precisava vê-lo!

Sentei-me à mesa para almoçar, mas a ausência dele ali me fez perder o apetite.

Fiquei tentando disfarçar a minha ansiedade em vê-lo mas um dos meninos notou e ironicamente falou:

“Que foi? Tá procurando seu príncipe encantado? Ele tá dormindo ainda… a farra foi boa ontem!”

Ao mesmo tempo em que sinto minha face queimar, sinto que meu chão quase foge. Na minha cabeça, aquela frase foi o suficiente para me fazer imaginar um milhão de coisas não muito agradáveis que ele possa ter feito sem mim. Meu coração gelou e senti o couro cabeludo formigar de ciúme. Sem duvida eu estava apaixonada. A minha reação era típica de quem se apaixona e ganhar consciência disso numa situação como a minha não era muito agradável. Eu estava de férias, e mais dia menos dia teria que voltar para o outro lado do oceano…

Passou quase uma hora até que finalmente ele apareceu. Estava de bermuda branca e tronco nu.

Queria pular da cadeira e abraça-lo, mas me segurei e limitei-me a acompanha-lo com os olhos na espera que ele olhasse para mim e falasse apenas olhando que o que ele tinha dito na noite anterior tinha sido verdadeiro, mas… ele sequer me olhou.

Fiquei um bom tempo insistindo no olhar, até que ele se jogou na piscina. Como eu estava sentada na beira, terminei ficando molhada e aproveitei para brincar com ele. Finalmente olhou para mim e falou “foi sem querer, me perdoa”.

Naquele segundo em que ele me olhou para se desculpar, eu entendi tudo.

Como na noite anterior eu nao tinha respondido as investidas dele, ele agora estava querendo dar o “troco”, claro!!!  Como eu não pensei logo nisso?

Mas eu não queria mais brincar! Eu queria aproveitar o pouco tempo que sabia que tinha com ele. Era sábado. No Domingo ele iria embora e provavelmente nunca mais nos iriamos ver, então eu precisava aproveitar o máximo que pudesse.

Entrei na piscina e me cheguei para perto dele. Liguei o botão de menina moça cheia de charme e puxei papo.

Já falei que a primeira coisa que me chamou a atenção nele foi a sua boca? Viajei longe… Adoro um lábio bonito, carnudo, bem desenhado e o dele era tudo isso. Ele falava e eu não conseguia desviar o olhar dos seus lábios! Meu Deus do céu… e pensar que na noite anterior tinha jogado fora tantas e tantas oportunidades de sentir o sabor deles.

Na piscina o papo foi sobre nós. Nada aprofundado, apenas conhecendo um pouco mais de cada um e não demos pelo tempo passar. Quando olhamos em volta, já era quase noite e ele tinha que se ir arrumar.

Eles iam de novo para a Micareta e nós (as meninas)… nós não tínhamos comprado abadá. O dia passou, nada aconteceu, eles iam para mais uma “farra boa” e eu nunca mais iria vê-lo. Confesso que me desesperei.

Tinha vontade de chorar!

Quando me despedi dele, ele me abraçou e encostou os lábios na minha testa. Depois pegou no meu queixo, olho nos meus olhos e disse “arruma um abadá e vai ter comigo”.

Uáááá… Onde eu vou arrumar um abadá para conseguir entrar nessa bendita micareta? Estava tudo esgotado há semanas!

Fui para casa escutando as meninas dizerem “tá vendo? Quem mandou fazer doce?”.

Já não bastava a minha consciência reclamando comigo mesma, ainda tinha que escutar isso.

Eu estava arrasada ao extremo com vontade de me dar uma valente surra. Mas não era por não ter ficado com ele na noite anterior. Era por ter me permitido envolver daquela forma com alguém que eu sequer conhecia, que não era nem da mesma cidade, nem do mesmo país, e muito menos do mesmo continente que o meu!!! Como eu tinha deixado isso acontecer?!

Mas agora já estava feito e eu precisava fazer alguma coisa. Chegamos em casa e eu implorei para que me levassem para a micareta. Eu tinha certeza que encontraria alguém vendendo um abadá e se não encontrasse eu ficava de fora ate encontrar Saulo, depois logo se via o que fazia.

Lembro-me de olhar para elas e dizer: “Eu preciso encontra-lo! Se eu não for atrás dele, eu tenho certeza que me vou arrepender pelo o resto da minha vida.”

Consegui que fossemos atrás deles só que quando chegamos já era tarde. O bloco deles já tinha terminado e eles provavelmente já estavam no camarote.

Minha cabeça começou a funcionar a mil. Eu tinha que raciocinar. Precisava fazer alguma coisa para encontra-lo!

Fui para perto dos camarotes e de onde estava conseguia ver quem estava nas varandas dos mesmos. Decidi que iria começar numa ponta e ir andando até encontrar alguma cara conhecida, mas Deus quis me poupar desse trabalho, e na primeira varanda que comecei a procurar, achei um dos meninos!

Ele na hora não me viu. Quando fui tentar chama-lo, ele se agarrou com uma moça e minhas pernas fugiram do chão.

A ficha caiu…. Aquela cena me fez ver que talvez eu estivesse fantasiando algo que não era real. Talvez ele não estivesse sentindo o mesmo que eu e eu estava ali só fazendo papel de sonhadora.

Não era Saulo que estava beijando aquela moça, mas se o amigo dele estava ele também poderia estar!

O coração quase pula pela boca. Segurei o ar e fui para a porta do camarote. Eu tinha que arrumar um jeito de entrar e saber se aquilo tudo era real ou não.

Fiquei uns 10 minutos pensando em como iria entrar até que vejo dois rapazes saindo do camarote.

Aproximei-me e como se os conhecesse falei:

“Tudo bom? Vocês tão indo embora?”

Deixei que fosse a minha voz mais meiga e sensual a falar para que meu plano não desse errado.

Eles responderam que sim e eu coloquei meus conhecimentos de atriz em prática.

“Querido, é o seguinte. Nossos namorados tão lá em cima e eu acabei de ver o meu beijando outra. Preciso subir e não tenho camiseta! Já que vocês tão indo embora, tem como dar as camisetas de vocês para que a gente possa entrar? Por favor?”

Ele começou a rir.Topou dar UMA camiseta, e um deles subiria com a gente (quem disse que é só mulher que gosta e ver um barraco? kkkkk).

Eu estava tão nervosa que a minha amiga na hora disse que era ela quem iria subir primeiro prometendo voltar com uma solução para nos colocar lá dentro.

E assim foi. Ela subiu e nós ficamos sentadas na calçada esperando noticias.

Não sabia se tinha sido uma boa ideia ter sido ela a subir. E se ela voltasse sem solução para entrarmos todas? E se não conseguíssemos entrar?

Esperamos uma meia hora. Meu coração não aguentava mais tanta espera, até que ela apareceu e com um semblante animador:

“Sobe, sobe, sobe logo! Saulo é o único dos meninos que tá sozinho!”.

Mas subo como???

“Você vai dar R$10 para aquele moço ali, ele vai te dar o colete da cruz vermelha e você vai entrar como se fosse da equipe de bombeiros! Só tira o colete quando tiver dentro do camarote viu?”

Oi??? Tá de sacanagem né?

E foi assim que eu consegui entrar no camarote! Vestida com um colete vermelho horroroso tamanho XG.

Subi a escada rezando para que desse tempo de tirar o colete antes que ele me visse, mas pareceu que minha cota diária de pedidos tinha esgotado. Coloquei o pé no camarote e ele estava bem na entrada como se estivesse a minha espera.

Olhou para mim e soltou uma gargalhada gostosa que me fez corar mas me fez sorrir de volta. Limitei-me a abrir os braços, encolher os ombros como quem diz “tá vendo o que você me fez fazer?”

Baixei o olhar e quando levantei, ele já estava na minha frente segurando meu queixo e fazendo minhas pernas tremer.

Olhou-me nos olhos e com aquele mesmo olhar da noite anterior beijou-me.

Foi o beijo mais longo e intenso da minha vida. Parecia que meu corpo flutuava… Quando “acordei” daquele momento ele encostou-me no seu peito e sussurrou-me ao ouvido: “Você vai ser minha!”.

Abracei-o com força e fiquei ali encostada, sentindo o seu perfume e curtindo aquele momento ao som de Tim Maia. Não nego que senti uma sensação enorme de alivio.

Passamos a noite inteira agarrados. Queríamos aproveitar cada segundo ali vivido, curtindo como se não houvesse amanhã, mas a noite passou rápido demais e quando vimos já eram horas de regressar a casa.

Acho que eram umas 6 da manhã, ele embarcava para São Paulo dali a poucas horas e eu tinha certeza que não o veria mais.

No regresso, ele veio de carona com a gente e quando chegamos na casa onde ele estava hospedado, pediu-me que descesse com ele.

Fui segurando as lágrimas. Sabia que ele iria se despedir de mim e o medo que a nossa história terminasse ali estava me deixando quase sem controle sobre mim mesma.

Descemos até a piscina e sentamos na beira da água.

Depois de uns minutos abraçados em silêncio, ele disse “Você vai ter comigo a Sao Paulo não vai? A nossa história tá só começando! Como eu já te falei, você vai ser minha! Eu vou casar com você!”.

Escutar aquelas palavras de novo me fez perder o ar e eu não conseguia responder. Não queria chorar de forma nenhuma mas foi mais forte que eu e terminei não segurando. Chorei!

Era tudo impossível aos meus olhos. Ele morava em São Paulo, eu Em Portugal. Era um oceano dividindo a gente.  Eu tinha a minha vida, e ele a dele. Como que a nossa história podia ir dar certo?

Ele abraçou-me e foi nesse momento que alguma coisa me fez acreditar que talvez aquilo fosse o que eu tinha estado à espera desde a minha chegada ao Brasil e que talvez Deus pudesse ter solução.

“Promete que você vai ter comigo em São Paulo!” ele repetiu.

Não prometi, mas peguei numa caneta que estava na minha bolsa e escrevi no abadá que ele tinha vestido o meu email, o numero de telefone de casa da minha amiga, o numero de celular dela e pedi para que ele me prometesse que iria me ligar ou enviar email assim que chegasse lá.

Ele prometeu!

Beijei-o, disse adeus e coloquei a nossa historia nas mãos de Deus.

Se tivesse que dar certo, ia dar.

Fiquei em pedaços… estava completamente perdida. Tinha vindo para o Brasil para colocar as ideias em ordem e terminei fazendo uma tremenda bagunça na minha cabeça.

Deitei e chorei… chorei como tinha muito tempo não chorava. A sensação que tinha, era que tinha passado uma vida inteira ao seu lado, e de um momento para o outro a vida resolveu nos separar.

Enrolada na cama em posição fetal, chorei baixinho. Sentia as lágrimas correrem e quanto mais queria esquecer e dormir, mais via o rosto dele e relembrava das suas palavras…

“você vai ser minha!”.

Não lembro que horas eram quando consegui dormir, mas quando acordei já tinha passado da hora de almoço. Sentei-me na cama e a cabeça doeu. Lembrei-me da noite anterior e senti o coração apertar. Levantei-me e fui pra sala. Elas já estavam acordadas e pediram que me arrumasse rápido pois tínhamos que ir buscar uma amiga no aeroporto.

Não sabia quem era, mas também não estava a fim de ficar sozinha em casa. Vesti um short jeans, coloquei uma camiseta e fui. Quando estava no carro, lembrei-me que ele poderia estar no aeroporto… quem sabe eu não dava sorte e o encontrava.

Não dei sorte nesse ponto, mas encontrei um dos meninos que me falou que o voo de Saulo era dali a 3 horas… Talvez desse tempo ainda de o ver uma ultima vez.

A amiga que tínhamos ido pegar (que eu não conhecia) chegou e fomos leva-la na sua casa.  Durante o percurso, as meninas começaram a contar a minha história para a que tinha chegado e ela olhou pra trás e perguntou: “Você se deixou apaixonar por Saulo? Logo Saulo?”.

Sem duvida esse “logo Saulo” doeu no coração!.

Fechei os olhos e não respondi. Ela falou mais qualquer coisa, mas eu preferi não escutar. Quando abri os olhos reconheci o caminho. Estávamos chegando à casa dos meninos.

Meu coração quase pula pela boca:

“O que é que a gente vem fazer aqui???” perguntei.

“Vamos levar Carol. Carol é a irmã do amigo de Saulo. Donos da casa onde ele passou o fim de semana!”

Como que ninguém tinha me falado isso até ali??? Fiquei roxa de raiva, mas ao mesmo tempo senti o coração disparar. Ia vê-lo.

Mas… de repente, fez-se luz… então ela conhece de fato Saulo! Talvez fosse melhor saber o porquê da sua admiração e da cara de reprovação que fez.

Cheguei-me na frente, segurei as costas do banco onde ela estava sentada, olhei para ela e perguntei: “Porquê Logo Saulo?”

“Porque Saulo é o pior de todos!” ela respondeu e continuou “Esses meninos não param Mirela. Correm tudo que é Micaretas, vivem na farra… Imagina, jovens, bonitos, médicos… tudo que a mulherada gosta! Se afaste querida… é melhor para você!”

Respirei fundo e deixei-me cair no banco. Sem duvida aquilo não era o que eu queria escutar… mas talvez fosse melhor ter sabido logo. Quem sabe dessa forma eu esquecesse mais rápido tudo o que aconteceu naqueles dois ultimos dias.

“Quem sabe ele mudou?” Falei quando o carro parou e ela abriu a porta para sair. “Chama ele pra mim por favor?” Finalizei. Ela me olhou e ao mesmo tempo que encolhia os ombros, fez que sim com a cabeça.

Esperei quase uns 20 minutos. Achei que ele não vinha e quando estava prestes a falar que podíamos ir embora, ele aparece. Estava de bermuda, de tronco nu e com o cabelo molhado. Fez uma pausa no portão, olhou para mim e sorriu.

“Oi vida!” Falou baixinho pegando no meu queixo e me beijando logo em seguida.

Cadê o chão jesuuus… minhas pernas tremeram, tive aquela sensação “borboletas na barriga” e eu senti a cabeça rodar.

Ele tinha terminado de tomar banho, talvez por isso a demora. Vinha perfumado, e que perfume era delicioso (Allure da Chanel.Descobri depois). Abracei-o e fiquei encostada com o rosto no seu peito por alguns momentos. Quando levantei o rosto, falamos por breves instantes coisas sem nexo e finalmente nos despedimos. Abracei-o novamente, e pedi-lhe para que ele não me esquecesse. Ele segurou meus ombros, colocou-me de frente para ele, olhou-me nos olhos e falou “Você não escutou? Eu quero você pra mim. Você vai ser minha, acredita nisso!”.

Dei um leve sorriso e respondi “Se tiver que ser… então eu vou ser sim!”. Eu queria acreditar nas suas palavras, mas a razão me impedia de o fazer. Pela lógica da “coisa”, não tinha como dar certo…

Nos despedimos com ele prometendo que iria me avisar quando chegasse.

Entrei no carro, ele fechou a porta e colocando a mão no vidro falou de forma monossilábica sem emitir nenhum som na voz “Você vai ser minha!”.

O carro partiu deixando ele para trás e me deixando com um nó gigante na garganta. Não consegui controlar, as lágrimas começaram a correr e eu deixei que elas corressem livres.

 Cheguei em casa e me tranquei no quarto. Tentei dormir para ver se o dia passava mais depressa mas foi em vão. Sentia o peito cheio de alegria. Sabe aquela sensação de empolgação que dá vontade de sair pulando por ai? Pois é, eu por um lado estava assim porque tudo era real. Não estava sendo coisa da minha cabeça. Mas por outro lado eu sentia um vazio que doía… Era complexo. Até eu estava perdida. A minha cabeça estava a mil.

Anoiteceu e preferi não sair com as meninas para jantar. Sentada com o notebook no colo, inventei trabalho e dessa forma tinha a desculpa perfeita para a cada dez minutos, atualizar a minha caixa de e-mails e ver se haviam chegado novidades. Nada!

Acordei quase que pulando da cama. Liguei o notebook, e mais uma vez atualizei a caixa de e-mails. Tinha passado praticamente a noite inteira fazendo isso e fui dormir com a sensação de peito apertado. Algo não estava certo…

Comecei de novo a pensar que tudo tinha sido coisa da minha cabeça. Que ele tinha regressado a casa e esquecido tudo o que havia acontecido entre nós.

Em meio a tanto pensamento, o nó na garganta voltou e me deu uma imensa vontade de chorar, mas desta vez chorei de raiva! Já tinha passado mais de 24 horas, tempo suficiente para me ligar ou enviar e-mail… e nem sinal dele.

Na manhã de terça feira não aguentei! Ele na ultima noite tinha me dito bem na hora da despedida o seu e-mail, mas eu não tinha anotado (sabe Deus porque!). Fiquei na duvida se estava lembrando direito, mas resolvi arriscar.

Enviei um e-mail para ele mais desconfiada do que simpática. Passaram umas horas até que recebi resposta.

From: saulo
To: mirela
Subject: Como pode estar tudo bom se não estas comigo??

 

Se é que é mesmo meu e-mail? Pelo jeito não ouvistes o que te falei, caso contrário não terias esse tipo de dúvida.
Acho que tens sensibilidade suficiente para perceber que eu sou diferente, assim como acredito que és também. Realmente não esperava e talvez nem quisesse conhecer alguém assim, mas isso tudo é tão pequeno perto do que senti quando estava ao teu lado que se não foi o local, momento e/ou as condições mais adequadas, pouco me importa.
Realmente todo mundo foi pra farra, mas esta acabou a partir do momento que te conheci!

As coisas que te falei não foram efeito do álcool, caso contrário não estaria pensando em ti a cada minuto até agora!!
Não vejo a hora de te ver de novo e de realmente te fazer acreditar em todas as coisas que te falei,as quais se resumem em uma só(QUERO VOCÊ PRA MIM!!!).

Tava tentando te responder há umas duas horas mas o trabalho não para,a noite tô de plantão e volto pra casa amanhã no fim da tarde. Adorei seu email, mas é muito pouco. Preciso ouvir tua voz pra ver se alivia pelo menos um pouquinho desta saudade que tenho de ti. Um beijo enorme nessa boca linda. Te ligo amanhã a noite tá!

Saulo
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Não queria acreditar… o meu coração quase dispara pela boca.

Acomodei-me na cadeira e respondi.

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From: mirela
To: saulo
Subject: Re: Como pode estar tudo bom se não estas comigo??

 

No fundo eu sabia sim, que o que foi falado, de certa forma foi verdadeiro! Mas até às 14h de ontem, estava tudo bem mais apurado, acho que estava à espera que me ligasses antes de partires…
Ai meu Deus, acho que no fundo tive receio que tudo terminasse ali.
Senti o teu beijo triste, e mais eu não podia fazer…
Não tive nem oportunidade de falar na tua cara qualquer coisa, qualquer coisa que me desse uma resposta tua de que não tinham sido palavras em vão…! Não tive nem oportunidade de me despedir de forma “justa”!
Tive apenas a chance de te ver, de te beijar suavemente, e dizer… “xau”…. quando queria mesmo era dizer… “até breve”. Um até breve que nao sei quando será, mas que espero que seja para mais breve do que possa pensar!
Quero voltar a ver-te SIM, nao amanha, nao depois, mas daqui a uma semana… porque é sinal que marcou, é sinal que o que se passou entre nós foi verdadeiro! Se assim for, se daqui a uma semana ainda quiseres… entao eu quero voltar a ver-te sim, e muito!”.

“Não vejo a hora de te ver de novo e de realmente te fazer acreditar em todas as coisas que te falei, as quais se resumem em uma só (QUERO VOCÊ PRA MIM!!!)”.

Acho que faço minhas, as palavras tuas…

Um beijo e até amanha!

Mirela

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Finalmente pude respirar tranquila. Sentia-me leve, sentia-me feliz, muito feliz! Voltei a ter aquela sensação agradável e a partir desse e-mail eu tive certeza que ele era o homem da minha vida, por quem tanto tempo esperei e por quem estava disposta a fazer qualquer coisa para ficar com ele.

Estava louca para que a noite do dia seguinte chegasse. Queria ouvir a voz dele.

Eram meus últimos dias de férias ali, e agora queria aproveitar um pouco a ilha de São Luiz… mais conhecida como a ilha do amor. (“Coincidencias” engraçadas da vida né?)

Amanheceu e eu acordei com as borboletas fazendo festa na minha barriga. Hoje ele ia ligar e eu não conseguia controlar a ansiedade.

Resolvemos ir para a praia. Passei o dia tomando sol e depois de almoço ficamos tomando uma cerveja num bar que ficava na avenida à beira mar. Estava conversando empolgada sobre besteiras femininas com um grupo de amigas quando o celular começou a tocar.

O coração quase pula pela boca… comecei a procurar pelo bendito na bolsa, e a sensação que tinha é que nunca iria conseguir encontra-lo. Ódio de bolsa sem fundo, e mais ódio ainda de ter a mania de enfiar tudo nela e quando preciso que ela esteja organizada, ela está uma verdadeira lixeira.

Começamos todas procurando o celular feito loucas e rindo, até que uma das mãos gritou “achei!!!”.

Olhei e vi que era numero de São Paulo. Respirei fundo para poder disfarçar a euforia, me afastei da mesa e atendi como se não soubesse quem era.

“Alô?” Falei com tom de interrogação…

“oi amor” ele repondeu!

Tive que me sentar! Escutar a voz dele me deixava com as pernas fracas e ainda escutar um “amor” era demais. Respirei fundo novamente e respondi:

“Oiii, Tudo bom? Já saiu do Plantão?”

“Não, mas não aguentei esperar até de noite para escutar a tua voz”

Nooossa como foi bom escutar isso! E lá estava eu de novo com aquela sensação de adolescente apaixonada e quem passou por mim na rua naquele momento, com certeza notou isso.

Falamos um pouco sobre como tinha sido o dia de cada um, quais os planos para a noite e por fim nos despedimos.

Passamos uma semana falando por email e por telefone mas o tema principal era sobre voltarmos a nos encontrar.

Eu era para ficar em São Luiz apenas uma semana, mas fui adiando a minha passagem. Não queria sair dali ainda… Acho que estar ali me fazia sentir mais perto dele, e isso me fazia bem.

Um dia de manhã ele liga-me e no meio da conversa ele diz: “Vem ter comigo a São Paulo! Vem passar um fim de semana”.

Senti o coração disparar. Quase respondo que sim, mas preferi segurar a empolgação e dizer que ia pensar sobre isso e de noite ligava para dizer o que tinha pensado.

Passei o dia todo com isso na cabeça. Um lado queria ir. O lado emocional claro. Mas o outro lado, o lado racional me impedia!

Eu não sabia nada dele. Tenha conhecido ele num dia, ficado com ele no outro, e no dia seguinte ele foi embora. E para ajudar, não tinha escutado muito bem a seu respeito. Não… eu não podia ir! Se ele quisesse, ele que viesse. Agora eu ir sozinha pra São Paulo ter com um cara que eu mal conhecia… embora fosse o cara por quem eu estava completamente apaixonada, não… eu não estava tão fora de mim assim.

Liguei para ele como combinado, e falei “Não acho bacana eu ir. Queria muito ir, mas prefiro que seja você a vir! A gente mal se conhece… Desculpa!”

Naquele instante em que nos despedimos e desligamos o telefone, um medo absurdo e assustador de o perder apareceu. Como iriamos quebrar a barreira que nos separava? Não ia dar certo! Tudo aquilo não tinha como andar para a frente e quanto mais eu deixava os dias passarem, mais apaixonada eu ficava e maior ia ser o meu sofrimento.

Eu tinha que colocar um ponto final naquilo…

Passei mal a noite. Sentia-me fraca, com náuseas. Parecia que o meu corpo tinha perdido totalmente as forças e eu passei a noite em branco. Amanheceu e eu não tinha decidido ainda como iria colocar o ponto final nessa história. Só tinha decidido que não iria para a frente com aquela história.

Quando me levantei ainda não tinha ninguém acordado. Tomei uma xícara de café e deitei-me na rede. Sentia a cabeça muito cansada e terminei adormecendo. Deviam ser umas 9h da manhã quando o meu telefone tocou! Acordei assustada. Levantei-me e corri para atender.

“Alô?”

“Oi amor da minha vida!” escutei.

Senti o corpo gelar… era ele. Fiquei tão surpresa com essa ligação que não consegui responder.No entanto ele nem reparou no meu silencio porque foi logo dizendo:

“Queria ter ligado mais cedo, mas esperei um pouco para não te acordar. Estava louco pra falar com você e te dizer que comprei a passagem. Chego ai na próxima quinta feira!”

Deixei-me cair no colchão e soltei um “não acredito” quase inaudível. De repente vi luz ao fundo do túnel e consegui sorrir!

“Sério saulo???”

“Sérissimo! Depois que termos conversado ontem, fiquei sem saber o que fazer. Preciso ver você, mas entendi perfeitamente o seu lado, você estava certa! Por isso decidi, que se você não vem ter comigo, então eu vou ter com você. Paguei mais caro por essa passagem do que pagaria por uma passagem para a europa, mas tenho certeza que não me vou arrepender. Pode reservar meu hotel?

“Am… claro” Respondi gaguejando. Estava sem querer acreditar!

“Então até quinta paixão” ele falou.

“Até quinta!” respondi sorrindo quase incrédula.

Desliguei o celular quase que em estado de histerismo! Sentia o coração pulsar na garganta. A cabeça estava a mil e eu não conseguia nem reunir as ideias. Quando me acalmei, consegui contar mentalmente quantos dias faltavam para a sua chegada. Faltavam precisamente 6 dias.

Corri para a sala para contar a novidade e ficaram todas de boca aberta. Não queriam acreditar… Era surpreendente demais.

Depois da novidade, resolvi trabalhar um pouco. Com toda esta história, nunca mais tinha sequer entrado no email da empresa. Passei o dia agarrada ao notebook trabalhando.

No meio da tarde, resolvi enviar um email para a minha mãe e contar tudo o que estava a acontecer. A cada palavra que ia escrevendo, o sorriso ia se abrindo mais e mais. Ia recordando cada detalhe e relembrando o seu rosto. Tinham passado apenas 10 dias desde a ultima vez que nos vimos, mas parecia uma eternidade. Nem queria acreditar que iria revê-lo. Contei todos os detalhes para a minha mãe e pedi-lhe que ela rezasse para que tudo desse certo.

Antes que o dia terminasse, ela respondeu-me mais preocupada do que feliz, o que achei totalmente compreensível, mas pedi-lhe para que ela confiasse em mim e que por enquanto tudo ficasse em segredo.

Decidimos jantar fora. Enquanto me arrumava, o telefone de casa tocou. Era para mim!

“Alô?”

“Alô, Mirela? Tudo bom querida? Aqui quem fala é Carol!”

Por momentos fiquei em duvida se a ligação era mesmo para mim, mas só tinha uma Mirela ali, e era eu.

“Oi Carol, tudo bom?” Cumprimentei num tom meio desconfiado.

“Tudo querida. Vê só, eu não tenho hábito de fazer isso, mas visto que você é muito amiga de Déa e Déa é como se fosse da minha família, eu preciso fazê-lo. Fiquei sabendo que Saulo está vindo ter com você aqui! Confesso que ficamos todos bastante surpreendidos com isso, talvez seja até um bom sinal, mas preciso te perguntar se vocês falaram em algum momento mais detalhadamente sobre a vida dele?”

Estranhei a pergunta e senti um frio na barriga! Não estava a gostar muito do rumo que a conversa estava a tomar e tinha a certeza que a continuação não iria sem muito agradável. Respirei fundo e respondi.

“Detalhadamente como? Não estou a entender aonde você quer chegar!”

“Tá bom, eu vou ser bem direta com você. Em algum momento ele lhe falou que tinha uma filha bem pequena?”

Tive que me sentar senão caia. Tive a sensação de levar um valente murro no estômago e a respiração falhar! Senti a cabeça rodar, mas tentei disfarçar.

“Até agora não falou, mas tenho a certeza de que vai falar quando chegar. Tivemos muito pouco tempo para nos conhecermos tanto assim Carol. E esse não é um assunto que se fale no meio dos únicos ambientes em que tivemos oportunidade de estar junto. De qualquer forma te agradeço por você se preocupar comigo e tentar me alertar de alguma coisa mas eu vou saber me cuidar sozinha. Pode ficar tranquila.”

Não quis ser arrogante, mas acho que terminei sendo um pouco. Fiquei chateada por ela ter me contado isso assim, mas talvez tenha sido melhor. O que ela me contou me deixou extremamente abalada, mas ao mesmo tempo precisava pensar e acreditar no que tinha terminado de dizer. Falei para ela, mas serviu para mim. Se ele não contou esse “detalhe”, tenho certeza que era por termos tido falta de oportunidade. Poxa vida… logo um filho! Isso podia mudar a nossa história!

Perdi a vontade de sair para jantar. Pra falar a verdade, perdi a vontade de comer! Deitei-me na rede no balanço da rede comecei a chorar! Quando achava que estava tudo perfeito, aparece uma noticia dessas! Um filho tem toda uma história por trás que eu desconheço. Imaginar a hora em que iriamos ter que falar nisso, deixava-me com náuseas. Sentia um nervoso imenso. A minha vontade era ligar para ele naquela hora e esclarecer logo tudo. Ainda peguei no celular umas 4 vezes para ligar, mas decidi que não ia falar nada! Queria ver quando ele iria me contar!

Ainda achei que essa informação fosse falsa! Juro que tive até esperança de não existir filho nenhum. Mas em um determinado momento, quando consegui me acalmar e colocar as ideias em ordem, a razão falou mais alto, e mesmo que esse filho existisse, talvez não fizesse diferença na nossa história. E mesmo que fizesse, era muito cedo pra pensar nisso. Se pensarmos bem, ele estava vindo exatamente para nos conhecermos melhor.

Adormeci na rede e acordei com o sol queimando o meu rosto e o corpo dolorido. A minha noite não tinha sido muito boa! Lembro-me de até ter tido pesadelo.

Olhei as horas, e eram mais ou menos umas seis e meia da manhã. Resolvi ir para a cama e tentar dormir. Quando estava quase dormindo, o celular recebe uma mensagem e eu desperto. Olhei para ver:

“Já acordou?”

Senti o estômago embrulhar! Era ele! Respondi que sim e não deu um minuto e o celular começou a tocar.

“Alô” falei.

“Oi vida!” escutei do outro lado.

“Oi!” Respondi de uma forma seca.

“Tá tudo bem? Acordou cedo hoje?”

“Você que me enviou uma mensagem cedo que me acordou!”. Falei meio ríspida!

Eu queria controlar, tentar fazer como se nada soubesse, mas eu não conseguia disfarçar que estava chateada. Era mais forte que eu.

“Poxa… aconteceu alguma coisa né? Você está diferente!” ele falou.

“Impressão sua! Mas e você, me ligando cedo, aconteceu alguma coisa?” perguntei.

“Não” ele gaguejou. “Quer dizer… eu desde ontem que estou querendo falar com você, mas estive de plantão e não consegui te ligar. Acabei de sair do hospital!”.

“humm… Quer falar comigo? Alguma coisa em especial?” falei dando ênfase à palavra especial.

“É” ele falou, “Pra falar a verdade é algo que eu estava querendo falar apenas quando chegasse ai, mas algo me diz que é melhor falar logo!”

Senti o corpo gelar! Tinha a certeza que ele estava falando sobre o fato dele ter uma filha e a ficha caiu! Até ali eu ainda tinha esperança de não ser verdade, mas a esperança tinha terminado.

“Tenho que lhe contar logo uma coisa antes que passe mais tempo e alguém lhe vá contar. Além do que o que eu tenho para lhe contar é algo que pode mudar o rumo da nossa história!” Ele parou e eu escutei ele respirar fundo, como se tivesse tomando folego para falar. “Eu tenho uma filha!”

Escutar isso vindo da boca dele, fez com que o soco no estomago doesse ainda mais! Senti o nó na garganta, mas consegui controlar e falei “Eu já sabia! Contaram-me ontem!”.

‘Por isso você estava tão estranha e diferente comigo né?” ele disse.

“Talvez! Quer saber? Eu fiquei chateada sim. Não porque você tem uma filha. Quer dizer, também porque você tem uma filha, mas principalmente porque você não me contou logo e eu fiquei sabendo por outra pessoa! Eu sei que não tivemos muitas oportunidades para que você me contasse esse pequeno detalhe, mas não consigo não ficar chateada! Estou chateada e preciso que você me dê um tempo para que me passe!” terminei.

“Mirela, viu como você mesma sabe o porquê de não ter  te contado logo! Não achei que fosse hora nem local, e confesso que só quando fui embora é que pensei nisso! No entanto quero que você saiba que é algo super bem resolvido e que você não tem que se preocupar com nada! Confia em mim?”

“Confio!” Não sei como nem porquê mas confiei de verdade.

“Ainda quer que eu vá ter com você ai?” ele perguntou.

“Claro que quero! Eu só estou chateada, mas isso não faz com que eu perca a vontade de te ver! Por incrível que pareça! Quando você chegar falaremos o resto que temos para falar sobre este assunto.”

Depois que ele me contou, de fato a raiva passou. Pareceu estranho ele ter ligado bem no dia seguinte a terem me contado a “bomba” né? Pois é. Na altura eu não me toquei, mas depois que tudo passou, quando já estávamos vivendo juntos, um dia eu resolvi perguntar e ele me disse que só me falou pelo telefone, porque o irmão de Carol tinha lhe dito que ela me ligou contando tudo, senão ele só iria contar quando chegasse a São Luiz, tal como havia programado. Esperto ele!

Nos dias que se seguiram, preparei tudo para a sua chegada.

A ansiedade me fazia ter a sensação de que os dias demoravam mais a passar, mas mesmo devagar, o dia de nos revermos chegou.

Era 15.30 de quarta feira quando cheguei ao aeroporto. Sentia o estomago as voltas! Uma ansiedade tão grande que se não prestasse atenção, esquecia até de respirar. Encostei-me a parede que ficava de frente para o portão de desembarque e esperei. Quando comecei a ver as pessoas  saírem, senti um frio imenso na barriga e comecei a tremer de nervoso. De repente as portas automáticas se abrem e ele aparece.

Tinha vestido uma camiseta branca e uma bermuda cor de caramelo. O cabelo espetado com os óculos na cabeça e a bolsa a tira colo.

Não precisou procurar muito para me encontrar. Quando me viu, deu um sorriso e seguiu caminhando na minha direção. Senti-me em plena cena de novela, só que em vez de correr e atirar-me nos braços dele, fique parada (estática) olhando pra ele e sorrindo. Não consegui dar passo! Lembro-me de ter ficado com as pernas a tremer e as mãos a suar! Quando finalmente ele chegou bem perto, a única coisa que consegui falar foi “Oi!”.

Ele não respondeu. Apenas sorriu, pegou no meu queixo e me beijou!

Borboletas no estômago, como é bom senti-las de volta!

Foram os quatro melhores dias da minha vida e nesses dias que se passaram, tudo o que sentíamos um pelo outro só conseguiu ficar ainda mais intenso! Descobrimos que éramos parecidos em muita coisa. Tínhamos um jeito de pensar muito semelhante, e planos para a vida muito parecidos. Durante os quatro dias, limitamo-nos a vivê-los intensamente. Não falávamos nem de passado, nem de futuro. Queríamos curtir tudo intensamente.

Fomos para a praia, jantamos fora, saímos para a balada, ficamos pelo hotel conversando… Enfim, ficamos grudados o máximo que conseguimos, sem deixar que nada nem ninguém estragassem os nossos momentos. No entanto, eu tinha momentos em que voltava à realidade e me lembrava de que dali a poucos dias, um oceano iria nos separar e isso me deixava mal… Muito mal! Queria perguntar-lhe como iriamos fazer mas… na hora sempre travava. No fundo tinha receio de tocar no assunto e encarar a realidade junto com ele.

Não deu para adiar. Na ultima noite que tínhamos juntos, saímos para jantar sushi e no meio do jantar eu respirei fundo e iniciei a conversa.

“Já pensou como será depois que você for embora?” perguntei.

“Já. Desde que cheguei que penso nisso, mas ainda não encontrei a solução.” Ele respondeu.

“Também tenho pensado nisso. Não sei como faremos. Não sei mesmo. Só sei que terça feira volto para Fortaleza e de lá  marcar a minha passagem pra Lisboa.” Senti os olhos se encherem de lágrimas.

Ele delicadamente enxugou uma lágrima do meu rosto que insistiu em cair e falou baixinho “A gente vai dar um jeito. Prometo!”.

Mudamos de assunto para quebrar o clima triste, mas o nó na minha garganta já estava instalado. No dia seguinte ele ia embora e eu não sabia quando o voltaria a ver.

Amanheceu e eu fui leva-lo no aeroporto. Era domingo e o dia estava chuvoso.

A nossa despedida foi estranha. Abraçamo-nos, demos um beijo e ele se despediu dizendo “Te ligo quando chegar!”.

Pegou na bolsa, colocou a tira colo e entrou no portão sem olhar para trás.

Ele não ter olhado, me fez ficar mal.

As portas de embarque se fecharam e eu não o vi mais!

Tive vontade de me ajoelhar no chão e chorar!

Pela lógica, aquela era a ultima vez que eu o tinha visto, e pensar nisso doía demais! Senti as lágrimas correrem soltas pelo meu rosto e de repente eu estava soluçando como um bebê. Tinha me apaixonado como nunca na vida, por alguém que eu provavelmente nunca mais iria rever. Como eu me permiti chegar ali? Como eu me permiti envolver tanto… embarquei numa viagem rumo ao desconhecido e agora queria voltar e não tinha barco.

Era como se estivesse perdida no meio do mar, sem solução para retornar a terra.

Provavelmente, dali a uma semana eu estaria voltando para Portugal e ai sim, perderíamos o contato de vez e isso era algo inconcebível para mim. Estivemos 4 dias juntos e praticamente não falamos sobre o “futuro”. Aproveitamos cada segundo como se fosse o ultimo e só na noite anterior a sua partida é que conseguimos encarar a realidade, mas ainda assim não decidimos nada. Ficou apenas um “a gente vai resolver” no ar.

Entrei no carro, e as meninas tentaram me distrair. Falavam besteiras, brincavam relembrando coisas que já haviam nos feito rir muito, mas eu não estava ali. Sentia-me completamente em piloto automático. O corpo estava presente, meio dormente, mas a mente estava longe e foi difícil me trazer de volta.

Resolveram levar-me para almoçar num restaurante bem bacana que eu já tinha ido e gostado muito para ver se me animava. Foi uma boa idéia. Sentamos e finalmente voltei a mim.

Estava almoçando quando de repente olho para a porta e vejo o amigo de Saulo entrar. O coração disparou. Ver o amigo, me fez lembrar dele e senti o peito apertar.

Ele se aproximou e depois de nos cumprimentar perguntou se Saulo já tinha ido.

“Acabei de deixar ele no aeroporto.” Falei.

“E agora?” Ele perguntou…

“Agora está nas mãos de Deus!” Finalizei.

Como ele estava com um grupo de amigos, despediu-se e foi se sentar em outra mesa.

Terminei de almoçar e pedi para ir para casa. Sentia a cabeça pesada e precisava deitar e fechar os olhos.

O fato dele ter partido sem olhar para trás me deixou com medo… tenho que confessar. Me fazia pensar que talvez ele no momento em que partiu, tivesse resolvido por um ponto final e só iria me contar quando chegasse a São Paulo e pensar assim me deixava com náuseas. Sentia o corpo tremer e o couro cabeludo arrepiar.

Quando cheguei em casa, fui direto para a cama e fiquei deitada pensando no que fazer. Terminei dormindo e acordei algum tempo depois com o celular tocando. Era uma mensagem de Saulo.

“Cheguei amor. Te ligo mais tarde… Não fica triste que tudo se vai resolver. A gente vai dar um jeito.”

Senti o coração acelerar. Estava com tanto receio de tê-lo perdido de vez, mas aquela mensagem me faz sorrir de novo. Era claro que eu não o tinha perdido… Ele era o homem da minha vida. E tal como ele mesmo tinha dito, eu ia casar com ele.

Pousei o celular e sentei na cama. Precisava fazer alguma coisa… e foi então que pensei que talvez fosse a hora de contar tudo para o meu pai. Sempre tivemos uma relação muito bacana e éramos acima de tudo muito amigos. Se me entendesse e aceitasse a situação numa boa, ele podia ter a solução.

Já tinha contado toda a historia para a minha mãe com quem também sempre tive uma excelente relação, mas claro, ela terminou ficando, preocupada comigo. Ainda assim compreendeu e aconselhou-me a falar com o meu pai e a abrir o jogo. Ela também era da opinião de que talvez ele tivesse uma solução.

Respirei fundo e decidi ir para o computador ver se meu pai estava online. Enquanto ligava o computador, pensava na melhor maneira de iniciar a conversa. Esta nervosa. Tinha receio que ele não aceitasse, Me achasse louca, sei lá! Apesar de ter 25 anos. Eu tinha vindo para o Brasil com ele, trabalhava na empresa dele, e ele era meu pai. Além disso, se pensasse bem na situação, ela era um tanto louca. Para começar eu tinha ido passar uns dias em São Luiz, terminei ficando quase um mês, depois conheci um cara numa noite, e no dia seguinte estava completamente apaixonada por ele… e pra finalizar ele retornou pouco tempo depois para ficar 4 dias comigo e eu estava pensando seriamente não regressar a Portugal por causa dele. Coisa bem simples de se explicar a um pai.

O computador ligou e eu vi que ele estava online. Comecei a ficar nervosa e quase penso em desistir, mas terminei falando com ele.

Comecei bem sutilmente contando como estava, dizendo que as férias estavam me fazendo bem e que estava adorando São Luis. Andei as voltas esperando a oportunidade, até que ele deu a deixa. Não quis perder a oportunidade e contei tudo. Tremia de sentir o queixo bater. Sei lá o que me deixou assim… talvez medo dele me achar louca e me obrigar a regressar naquele mesmo instante. Eu dependia dele. Trabalhava para ele e isso me deixava um tanto vulnerável… Mas surpreendentemente ele me escutou calado (estávamos em vídeo conferencia) e quando terminei ele me perguntou.

“Gostas mesmo dele?”

“Gosto pai… gosto mesmo muito! Não me perguntes como deixei que isso acontecesse mas quando dei por mim estava completamente apaixonada e agora sinto-me perdida sem saber o que fazer.” Falei.

“Faz o que o teu coração mandar! Eu estarei ao teu lado independente da decisão que tomares. Já és maior e sempre foste responsável pelos teus atos. Além disso, eu conheço-te. Sei que se te deixaste envolver, algum bom motivo tem que ter!” ele terminou.

Senti o queixo cair. Estava sem querer acreditar no que ele havia me dito. Era muito mais do que estava a espera. Talvez tivesse sido precipitada em contar logo tudo para o meu pai, ainda mais sem ter certeza do que iria acontecer, mas eu não estava confortável com o fato dele não saber, então foi melhor assim. Pelo menos fiquei aliviada e imensamente feliz por ter o apoio dos meus pais.

Estava louca para que Saulo me ligasse. Queria saber como ele estava e ouvir a sua voz. Não tinham nem passado 24 horas e eu já estava morta de saudades dele.

Quando Ele ligou já era tarde da noite. Ficamos conversando por pouco tempo, mas deu para matar um pouco da saudade.

Nos dias que se seguiram, enviávamos mensagem de manha, e ligávamos o Messenger de noite. Não foi oficial. Não houve pedido nem conversa sobre o assunto, mas estávamos praticamente namorando. Sentia que tinha um compromisso com ele e isso me fazia ir dormir de noite e acordar de manhã com um sorriso nos lábios. Ele queria saber de mim, e eu dele. Não fazíamos nada sem contar um ao outro, ou perguntar a opinião um do outro. Ficávamos conversando imenso tempo como se nos conhecêssemos há anos. Não éramos mais dois estranhos.

Era Domingo quando falei para ele que tinha que voltar muito em breve para Fortaleza. Meus dias de férias em São Luis estavam terminando e eu precisava resolver umas coisas no escritório. De repente ele se lembra que eu em algum momento falei para ele que tínhamos escritório também em São Paulo e me pergunta.

“Você não pode vir passar uns dias aqui em São Paulo? Não tem trabalho para fazer no escritório daqui?”

Fiz silencio por uns breves instantes como se tivesse processando o que ele tinha terminado de falar, e de repente fez-se luz. Como eu não tinha pensado nisso antes,

“Talvez. O meu pai falou que ia fechar o escritório de São Paulo e com estas férias que tirei fiquei por fora dos assuntos da empresa. Não sei como ficou. mas vou tentar me informar. Quem sabe ainda dê tempo de ir eu mesma fechar a empresa.” Respondi.

“Veja logo então, porque estou morrendo de saudades e queria te ver logo!”. Finalizou.

Senti as amigas borboletas fazerem festa na minha barriga. Ouvi-lo falar aquelas palavras me fazia sentir igual uma adolescente. Ficava até meio lenta das ideias… Era como se parasse no tempo e ficasse repetindo mentalmente as suas palavras para mim.

Nessa mesma noite perguntei ao meu pai como estava o escritório de São Paulo e ele me confirmou que iria ter que lá ir para fecha-lo.

Controlei a excitação e disse fingindo calma:

“Posso ir e eu mesma fecha-lo! Que Tal?”

Ele gargalhou e falou “Era a desculpa perfeita que estavas a procura não é? Não sabias como havias de ir para São Paulo mas lá arranjaste uma maneira.” Disse.

Senti as bochechas corarem, e comecei a rir. “Posso ser eu a fechar  escritório ou não posso?” Ele sem duvida me conhecia (e conhece) bem.

“Vou pensar e digo-te amanhã.” Terminou dizendo.

Não quis me empolgar. Preferi esperar a resposta dele para comemorar, mas não vou mentir que fui dormir com o coração quase pulando pela boca de tão ansiosa que fiquei.

Acordei de manhã, tomei o café da manha, enviei uma mensagem de bom dia para Saulo e fui me sentar em frente ao computador. Não ia me mostrar ansiosa para o meu pai, mas queria estar ali para caso ele tivesse novidades. Parecia que adivinhava. Não esperei dez minutos para que ele ficasse online e me chamasse.

“Filha, estas ai?” falou.

“Estou. Podes falar.” Respondi.

 “É só para te dizer que vens amanhã para Fortaleza e a tua passagem para São Paulo está comprada. Vais sexta feira no meio da tarde, chegas lá as 19h.”

“Ok” Disse sorrindo. Tentei responder da forma mais natural e tranquila que consegui para disfarçar e não parecer eufórica com a noticia na frente dele.

Despedi-me e fiquei off-line.

Levantei-me em silencio ainda tentando controlar a excitação mas quanto me dei conta já estava pulando de alegria e dando uns mini gritos histéricos. Estava eufórica! Não queria acreditar que ia vê-lo novamente dali a menos de 4 dias.

Corri para o quarto para pegar o meu celular. Precisava contar para ele a novidade.

Respirei fundo para controlar a voz de entusiasmo e apertei e ligar.

“Oi vida!” Ele falou assim que atendeu.

“Oi amor! Tudo bom?” Perguntei.

“Tudo. O que foi? Você tá com uma voz animada.”

De fato eu não consegui disfarçar. Estava feliz demais.

“Sabe para onde eu estou indo na sexta feira?” Perguntei quase cantando.

Ele na hora percebeu e falou:

“Mentira!!! Você está vindo para São Paulo???”

“Hum hum. Chego ai às 19 horas. Pode me ir pegar no aeroporto?”

“Claro! Saio do hospital às 17 horas, vou direto para o aeroporto e te pego.”E finalizou dizendo num tom mais baixo “ Não vejo a hora!”.

“Nem eu! Estou feliz de saber que vou poder te ver de novo.” Disse enquanto sentia o coração acelerar.

Estava quase desligando a chamada quando ele perguntou:

“Você vai ficar no flat comigo não vai? Nem pense em ficar em outro lugar viu?” Disse serio.

Senti um frio na barriga. Ainda não tinha pensando nesse pequeno detalhe mas essa era a minha vontade e naquele momento decidi em questões de segundos decidi responder sem pensar muito mais:

“Claro!”

Despedimo-nos e fui fazer a mala. Até ali eu não tinha tido vontade de ir embora. Acho que tinha medo de ficar distante de tudo o que me fazia lembrar ele e sair dali poderia me fazer não ter mais desculpas para não retornar logo para Portugal. Mas agora com a passagem comprada para São Paulo eu não precisava mais ter receio de nada. Agora eu queria ir embora o mais rápido possível para os dias voarem e quando eu desse por mim já estar junto dele.

Quando cheguei a Fortaleza, o meu pai estava à minha espera no aeroporto. Era quase de noite e decidimos ir direto para um barzinho na beira da praia comer alguma besteira e conversar um pouco.

Lembro-me que falamos sobre muita coisa. Tinha mais de um mês que eu não o via e queria saber como andava tudo.

A terça feira terminou rápido. Na quarta e Quinta feira que se seguiram eu trabalhei e organizei as minhas coisas, sempre rezando para o tempo passar rápido. Estava com dificuldade em me concentrar. A minha cabeça estava ocupada demais imaginando como seria o nosso reencontro e pensando no fato de ter aceitado ficar na casa dele. Quando pensava, sentia um frio na barriga. Não era mau pressentimento nem nada semelhante. Era apenas nervoso normal para quem estava prestes a ir ao encontro do desconhecido.

No entanto São Paulo não era totalmente desconhecido para mim.

Quando eu tinha mais ou menos nove anos, meus pais se separaram e passado algum tempo a minha mãe veio de férias para o Brasil. Exatamente pelos mesmos motivos que eu. Organizar as ideias. Ficou um tempo em São Paulo enquanto eu fiquei em Portugal com a minha tia. Estava em época de provas e não podia me ausentar, então ela veio só e por incrível que pareça conheceu uma pessoa pouco tempo depois de chegar e se apaixonou à primeira vista. Praticamente como aconteceu comigo e Saulo.

Quando eu entrei de férias, minha mãe foi em Portugal me buscar e eu terminei morando pouco mais de um ano com eles em São Paulo.

Infelizmente não me adaptei. Sentia muita falta da minha família, dos meus amigos, de tudo e a escola para onde fui também não ajudou. Eu era uma criança, que falava um Português diferente e que estava em fase de mudanças. Fui bastante massacrada pelos colegas e isso não ajudou em nada.

Quando terminaram as aulas, fui a Portugal passar as férias com o meu pai, que também já estava com outra pessoa e esta estava grávida. Como eu sempre quis ter um irmão terminou não querendo voltar para o Brasil.

A minha mãe ainda ficou um ano morando no Brasil sem mim, mas não aguentou. Fez as malas e se separou para voltar para Portugal e ficar comigo. Não preciso nem dizer que me culpo até hoje por isso, e nem gosto muito de falar.

Quinze anos depois desta historia que acabei de contar ter acontecido, chego de novo em São Paulo. Passavam poucos minutos das sete da noite quando passei os portões de desembarque empurrando o carrinho com as minhas malas.

O meu coração parecia que ia pular pela boca. Estava ansiosa e nervosa demais. Embora já tivéssemos nos conhecido mais nos dias que ele passou em São Luiz, ali parecia que o ia encontrar pela primeira vez na vida. Tudo era desconhecido.

Procurei por ele entre as várias pessoas que esperavam quem estava chegando de viagem, mas não o encontrei.

Passei a multidão e continuei procurando. Se antes estava nervosa, agora estava nervosa, com medo e irritada. Ele não estava ali. Passaram milhares de coisas pela minha cabeça. E se ele não fosse a pessoa que eu estava achando que ele era? E que ideia a minha de ter ido atrás de um cara que eu tinha conhecido há precisamente 1 mês atrás? Onde eu estava com a cabeça de fazer tal loucura?

Sentei-me numa lanchonete do aeroporto e peguei o meu celular para lhe ligar. Estava ficando com raiva e tinha a sensação que ali íamos ter a nossa primeira briga, caso ele me atendesse o celular, é claro.

Estava sentada de perna cruzada quando peguei no celular para lhe ligar. Senti o meu pé tremer no ar involuntariamente. Tenho esse péssimo tique quando estou nervosa.

Ele atendeu.

“Oi amor, estou no transito, mas estou quase chegando.” Ele falou imediatamente assim que atendeu.

“Falei pra você que chegava aqui às 19 horas. Poxa!!! Cheguei no horário e você não está aqui para me receber. Fiquei nervosa e passou um montão de coisas pela minha cabeça.” Falei num tom de voz chateado.

“Tá, mas eu me atrasei no hospital. Não consegui sair mais cedo e peguei muito transito. São Paulo é um inferno nas sextas feiras. Espera só mais um pouco que eu estou chegando tá?” Respondeu ele com voz de quem não estava querendo briga.

Pedi um café e uma água. Estava com fome, mas a ansiedade me impediu de comer. Passaram-se mais ou menos uns vinte minutos desde que eu tinha ligado para ele quando o vi chegar.

Até ali eu estava chateada, mas quando o vi, no mesmo instante o perdoei. Só queria abraça-lo.

Ele aproximou-se e sorriu. Pediu-me desculpa pelo atraso e me beijou. Abracei-o com força e pedi para irmos embora dali.

No caminho fizemos piadas sobre a nossa quase primeira briga. Ele ficou me mostrando o tempo todo o transito que estava na cidade de propósito. Hoje conhecendo ele como o conheço, sei que ele estava sendo sarcástico e querendo me cutucar, mas ainda bem que não entendi na altura.

Antes de irmos para casa, paramos num supermercado.

“Estou sem nada em casa para comermos. Vamos pegar uns vinhos e umas coisas gostosas para e já já estaremos em casa ok?”

Sorri e concordei com a cabeça. Deu-me graça a nossa primeira ida ao supermercado como casal. Parecia que tínhamos casado e estávamos fazendo nossa primeira feira. Ficava vendo-o ao longe e pensando que se não o conhecesse, me apaixonaria fácil por ele só de o olhar.

Ele estava com uma camisa azul que desenhava bem o seu tronco e uma calça bege. Andava com uma postura firme e tinha um ar tão seguro dele mesmo que isso me fazia admira-lo. Só de olhar para ele eu sentia o coração disparar. Nem acreditava que estava ali com ele… Que eu era dele tal como ele havia falado quando me conheceu.

Quando chegamos a casa, consegui finalmente comer alguma coisa. Depois tomei um bom banho e finalmente relaxei.

Ele já estava sentado no sofá, com uma bermuda e em tronco nu. Tinha duas taças de vinho na mão e quando me viu ergueu uma dela na minha direção.

Peguei na taça e sentei-me do seu lado. Aninhei-me nos seus braços e ficamos ali até tarde da noite aproveitando cada segundo como e fosse o ultimo.

Acordamos já passava do meio dia. Estava com fome e Saulo sugeriu que fossemos tomar o café da manhã fora.

Saímos de carro e comecei a reconhecer alguns lugares.

O The Palace (Flat de Saulo) ficava em Moema.

O nome não me era nada estranho. Tinha a sensação de estar perto de onde eu tinha morado, mas não prestei muita atenção nos primeiros dias.

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Tinha ido para São Paulo sem data de Regresso.

Combinei com o meu pai que assim que quisesse voltar, ia direto de São Paulo para Portugal, mas claro que estava longe de querer voltar. Pelo menos não naquele momento.

Passaram quase três semanas desde a minha chegada a São Paulo, quando meu pai me falou para dar uma olhada no meu passaporte dizendo que era bem provável que meu visto estivesse prestes a vencer.

Imediatamente peguei meu passaporte e procurei a folha que dizia a data que expirava meu visto. Eu tinha a certeza de que podia ficar 6 meses corridos, mas estava enganada. Eu podia ficar três meses, renovar o visto e ficar mais três só que meu visto dos primeiros três meses tinha acabado de vender.

Estava sozinha em casa quando fiquei sabendo disso. Saulo estava trabalhando.

Fiquei desesperada. Não fazia ideia do que iria acontecer. Meu visto tinha vencido. Podia não saber muito sobre o assunto mas sabia que para o renovar, eu precisava ficar seis meses fora do Brasil e só depois poderia retornar.

Me bateu o desespero e comecei a chorar. Estava tudo tão bem… alguma coisa tinha que dar errado.

Quando Saulo chegou, eu estava sentada no sofá com a cara inchada de tanto chorar.

Ele tomou um susto.

“O que foi que aconteceu???” Perguntou.

Contei para ele, e quando terminei, baixei a cabeça e comecei a chorar de novo. Achei que ele iria me dizer que seis meses passariam rápido, que nós aguentaríamos… Ou que a nossa historia não tinha futuro, que aquilo era um sinal e que o melhor era terminarmos logo tudo ali para não sofrermos mais. Sentia até náuseas de tão nervosa que estava, mas ele calmamente segurou no meu queixo, levantou o meu rosto, e falou:

“Se acalme”. Disse pausadamente olhando nos meus olhos e depois continuou

“Eu já estava querendo falar com você sobre isso então de certa forma foi até bom isso ter acontecido.”

Senti o coração acelerar e um medo aterrorizador tomar conta do meu corpo até que ele continuou:

“Não quero mais ficar sem você, muito menos longe de você. Desde que te conheci que tenho certeza que te quero na minha vida, do meu lado como minha mulher. O seu lugar agora é ao meu lado! Logo a gente dá um jeito de resolver seu visto. Eu só não quero é que você vá embora.” Finalizou.

Não queria acreditar. Ele queria que eu ficasse com ele ali…

Abracei-me a ele e ficamos em silencio por um tempo.

NA minha cabeça, foi passando um filme.  Eu queria ficar também. Não me imaginava mais longe dele. Mas ficar ali sem visto, significava não saber quando iria regressar a Portugal. Não sabia quando iria rever a minha mãe, a minha família, os meus amigos… Nem roupa suficiente eu tinha. Vim de férias para Fortaleza e na mala só trouxe roupa de Verão…

Mas como ele mesmo tinha dito, a gente iria dar um jeito.

……………………………………………………………………………………………………………

Tinha passado pouco mais de dois meses desde que tomamos a decisão de morar junto.

Era domingo e estávamos na casa de um amigo fazendo churrasco. O dono da casa tinha mostrado um barril de cachaça envelhecida para Saulo e os dois ficaram tomando um copo atrás do outro. Quando vi, Saulo estava embriagado, quase tombando. Vi que era hora de o levar para casa. Despedimo-nos e coloquei-o no carro.

Quando estava passando o portão, o meu celular toca. Era o meu pai:

“Filha, acabei de chegar a São Paulo. Estou a espera de vocês para irmos jantar.”

O meu pai tinha chegado de surpresa para conhecer Saulo. Olhei para o lado, vi o estado dele e me deu uma vontade imensa de chorar!

Como eu ia apresentar Saulo para o meu pai com ele naquele estado? Não tinha a menor condição. Ele estava muito embriagado e o meu pai sequer bebia. Fiquei com medo que meu pai ficasse com uma impressão errada de Saulo. Precisava arrumar um jeito de só irmos jantar no dia seguinte.

Contei para Saulo que o meu pai estava a nossa espera e ele começou a rir.

“Bora conhecer o velho!” Ele falou arrastando a voz.

“Como assim? Tá doido? Você não tá com a menor condição de conhecê-lo. Eu invento uma desculpa e amanha a gente sai para almoçar com ele.” Falei.

Mas não teve acordo. Ele queria porque queria ir, e o meu pai voltou a ligar dizendo para não demorarmos porque ele estava com fome e queria me ver.

Não tinha como escapar.

Enquanto dirigia, as lágrimas desciam. Não fazia ideia de como iria correr o encontro, mas na minha cabeça eu só ficava imaginando o pior.

Chegamos ao hotel onde o meu pai estava instalado e Saulo mal conseguiu subir a escadas direito. Cambaleava e ria.

Chegamos na recepção e eu pedi para avisar o meu pai que tínhamos chegado.

A senhora que nos atendeu conhecia meu pai há algum tempo e já estava a espera de nos ver. Depois de me cumprimentar e elogiar meu pai e falar brevemente sobre a amizade que tinha com ele, olhou para Saulo e limitou-se a dizer:

“Tente se controlar rapaz. Toni não vai gostar de te conhecer desse jeito.”

Senti o coração vir parar na boca. Se eu já estava nervosa, depois dela falar isso eu quase não me aguentei em pé de tanto que sentia as pernas tremerem.

Pode parecer comum aqui um homem beber e ficar embriagado vez ou outra,mas para a minha cultura não é! Principalmente por eu saber que meu pai não bebe e não tem saco para quem o faz.

Subimos no elevador e respirei fundo umas 10 vezes para tentar controlar a ansiedade. Chegamos na porta do quarto e toquei a campainha.

Meu pai abriu a porta com um sorriso de orelha a orelha e me abraçou.

Olhou para Saulo, que estava tentando se segurar sem balançar e cumprimentou-o.

“Tudo bom Saulo? Finalmente nos conhecemos. Entrem e fiquem a vontade. Vou só terminar um email que estava enviando.”

Lembro-me desta cena como se tivesse acabado de acontecer.

Assim que meu pai nos convidou a ficar a vontade, Saulo sentou-se. O problema é que ele não escolheu nem o sofá, nem as cadeiras que tinha a disposição. Saulo sentou-se no chão!!!

Olhei para ele e quase tenho um colapso nervoso. Comecei a fazer gestos para ele se levantar. Meu pai estava de costas e ainda não tinha visto.

Implorei com gestos para ele se sentar no sofá mas não teve acordo. De repente meu pai vira-se e eu sento-me no chão do lado dele.

Meu pai olha ele sentado no chão… Olha para mim, e começou a rir ás gargalhadas.

“Esse é que foi um churrasco bom!” Ele falou “tás que nem te aguentas em pé Óh Saulo” e começaram os dois a rir.

Olhei aquela cena e senti uma tonelada sair de cima das minhas costas.

Onde eu estava com a cabeça quando achei que o meu pai não ia entender uma bebedeira? Ainda mais depois de um churrasco em pleno sábado. Acho que a ansiedade de apresentar ao meu pai quem era o homem por quem me apaixonei, me juntei e não regressei a Portugal me fez ficar com as ideias todas trocadas.

Ainda com Saulo embriagado daquele jeito saímos para jantar.

Fomos parar na churrascaria fogo de chão e ainda pediram um vinho para comemorar.

Lembro-me de tomar os copos de vinho de Saulo sem ele ver para que ele não bebesse mais e do meu pai rir muito com a situação.

No meio do jantar, Entre uma pausa, Saulo começou a fazer-me uma declaração de amor e pediu a minha mão em casamento.

Não queria acreditar que ele estava fazendo aquilo, exatamente naquele momento. Não era a hora, mas mais uma vez me surpreendi com a reação do meu pai.

Ele sorriu e falou:

“Tá entregue.”

Eu olhei boquiaberta para eles e meu pai finalizou dizendo:

“Se há coisa que bêbado não consegue fazer com facilidade é mentir. Foi até bom conhece-lo assim… desta forma ele mostrou o que ele de fato sente por ti e agora eu estou completamente tranquilo contigo aqui com ele.”.

………………………………………………………………………………………………………………

Eram meados de Março quando a minha mãe veio me visitar.

Num domingo de manhã saímos para levá-la a rever os lugares onde tínhamos morado há quase 16 anos atrás. Era muito perto de onde eu estava.

Quando paramos em frente ao prédio em que morávamos no Itaim Bibi, a minha mãe olhou para mim e falou:

“Já viste as voltas que a vida dá? Um dia quiseste ir embora daqui, e passados dezesseis anos, aqui estas tu”.

E de fato, o destino me trouxe de volta para o lugar de onde talvez eu nunca devesse ter saído.

Entramos no carro e não andamos quase nem duas quadras quando vi uma placa de Aluga-se.

Pedi para o Saulo parar o carro. Já andávamos a procura de um apartamento que fosse um pouco maior que o flat tinha algum tempo. Descemos e fomos ver o apartamento que estava para alugar.

A localização dele era perfeita. Saulo trabalhava no hospital ali do lado e poderia vir almoçar todos os dias em casa. Além disso, o apartamento era muito aconchegante.

Decidimos ficar com ele e ali foi nosso primeiro lar

……………………………………………………………………………………………………………..

Ficámos pouco mais de um ano morando em São Paulo, até que Saulo recebeu uma proposta e decidiu regressar para Recife.

Chegamos em Recife no dia 1 de Janeiro de 2010.

Tinha quase 2 anos que não ia a Portugal e as saudades cada vez apertavam mais.

Só conseguiríamos resolver o visto casando, mas eu não quis casar por esse motivo. Preferimos assim morar um tempo juntos, ver se realmente dávamos certo, e no dia vinte de Maio, meu dia de aniversário, Saulo me deu uma caixa de presente.

Abri e no meio de um montão de papel picado, tinha uma folha branca com a frase:

“Quer casar comigo?”

Olhei para ele e revivi naquele momento toda a nossa história. Chorei de emoção e em meio a lágrimas de felicidade, dei o meu Sim.

Como era difícil trazer a minha família para cá, ou ir toda a família dele para lá, resolvemos casar pelo civil um mês depois. Num dia em que a cidade inundou com tanta chuva.

Dizem que casamento molhado é casamento abençoado… E sem duvida o meu foi e muito!

Tive apenas a minha mãe presente, pois o meu pai não pode vir.

Decidimos comemorar jantando fora, mas quando cheguei em casa para trocar de sapatos, recebemos dos meus cunhados um banho de arroz. A minha mãe e a minha sogra tinham preparado uma festa surpresa.

Foi um dos dias mais felizes da minha vida.

………………………………………………………………………………………………………………

Em Março de 2012, nasce o fruto do nosso amor e hoje somos uma família muito, muito feliz e muito grata a Deus por ter cruzado os nossos destinos.

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Muitos mais detalhes em breve no Livro.

Fiquem aguardando porque ele já começou a ser feito =)))

Entretanto, não esqueçam de compartilhar a história com as amigas.

Bjooos

Mirela, Saulo e Matheus

     
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    53 comentários

    53 Comentários

    Brenda Ribeiro

    7 de Janeiro de 2014 às 10:20Responder

    Amei sua história, mas tou doida pra saber sobre como foi pra engravidar e a felicidade de saber q estava esperando Matheus… :D

    Lilian

    7 de Janeiro de 2014 às 12:41Responder

    Nossa que linda história! Ficou com gosto de quero mais!!! Muita luz e harmonia para sua família!

    Maria Andréia Santos Cantelli

    7 de Janeiro de 2014 às 15:01Responder

    Senti todas emoções juntamnete com você! História linda de viver!! Realmente é tudo perfeito e merece um belo livro… Estaremos aguardando! O que Deus uniu, não separe o homem! Felicidades… Forte abraço ;)

    Aline Nunes

    7 de Janeiro de 2014 às 16:22Responder

    Não vejo a hora de ler este livro! Parabéns! Que sejam ainda mais felizes e abençoados por Deus!

    MamãeBruna

    7 de Janeiro de 2014 às 22:20Responder

    Estou apaixonada pela historia de vcs! Que coisa linda! Te sigo no instagram e ontem decidi, pela primeira vez, entrar no seu blog pra ver as dicas sobre coleginho e acabei ficando mais e mais e comecei a ler a história de vcs (adoro um romance rs)

    Sou mãe de um baby lindo de 1 ano e 3 meses e sei como, as vezes, a relaçao entre marido e mulher pode ficar um pouco dificil. Por isso, desejo que Deus ilumine muito vcs, que as questões sempre sejam respondidas. Desejo, tb, que seu livro seja um sucesso e quem sabe, vira um filme!? Vou/vamos amar

    beijos

    Michelle

    8 de Janeiro de 2014 às 20:39Responder

    Mi… não canso de ler… virou “livro” de cabeceira. kkkkkkkkk

    Ludmila Carvalho

    9 de Janeiro de 2014 às 10:32Responder

    Mirela, adorei a história! Linda!
    Incrível como quando uma coisa é pra ser, ela é!!!
    Já gostava de te seguir no instagram, e agora, lendo sua história, e achar super fofa, vou seguir mais ainda (twitter, blog, facebook, rs…).

    Marina

    11 de Janeiro de 2014 às 0:04Responder

    Que historia boa de ler Mirela! Comecei enquanto amamentava o baby e to terminando ja deitada na minha cama. Vc escreve muito bem! Tb tenho uma historia cheia de encontros, desencontros e oceanos e amanha vou falar pro meu marido ler tb! Parabens!

    Larissa

    11 de Janeiro de 2014 às 9:46Responder

    Meu Deus, que história linda e empolgante de se ler!!!! Felicidades pra vcs!!
    Larissa

    Luciana Félix

    16 de Janeiro de 2014 às 8:46Responder

    Parei tudo pra ler o post inteiro! Que linda a história de vocês! Sorri, chorei… O amor é muito lindo mesmo. E a união de vocês é bênção do Senhor! Parabéns, Mirela! Que Deus continue abençoando seu lar! Beijo grande!

    Carolina

    23 de Janeiro de 2014 às 1:17Responder

    Linda história! 2 da manhã e eu aqui lendo… espero não ter insônia! Hahah mas valeu a pena!!!

    elainepvh

    23 de Janeiro de 2014 às 10:07Responder

    Que linda historia, muito emocion ante!! Paraabens que Deus abençoe e proteja essa linda familia

    Maria Cecília

    23 de Janeiro de 2014 às 16:13Responder

    Adorei! Li tudinho, com muita emoção! Que história, viu?! Parabéns e que voces continuem sendo essa família linda! Beijos

    Priscila Martos

    6 de Fevereiro de 2014 às 9:40Responder

    Chorei e ri horrores, pois minha historia é mto parecida… morava a 2 anos em Londres, e vim passar ferias aqui. Meu melhor amigo gay (que mora nos EUA) disse que o primo do marido dele queria arrumar uma namorada. Eu não queria namorado no Brasil, mas resolvi ir conhece-lo… e estou aqui ate hoje…

    Quem quiser saber mais desta história vou deixar meu blog.
    http://teoriademae.blogspot.com.br/

    Sulamita

    6 de Fevereiro de 2014 às 12:12Responder

    Fiquei emocionada com a sua história! Simplesmente amei!!!! Que Deus abençoe cada dia mais essa união linda e seu baby também!!

    Janeffer

    6 de Fevereiro de 2014 às 17:39Responder

    Amei sua história de amor, muito linda!! Parabéns, bjs pra essa família fofa

    fatima ferreira

    16 de Fevereiro de 2014 às 21:59Responder

    Gente que história linda!!!! Meu marido quis saber porque estou chorando e rindo ao mesmo tempo, explique e ele até lembrou da nossa historia. Que jesus continue abençoando essa União.

    Kassandra Holanda

    19 de Fevereiro de 2014 às 20:30Responder

    Quero saber do resto,também tenho uma história que viraria livro,e logo a do meu casamento,mas não tenho como fazer um livro,enfim…te desejo milhões de felicidades *-*
    E to sempre acompanhando as receitas do Matheus pra fazer pro meu filho.

    Ana Paula Bertrand

    10 de Março de 2014 às 10:30Responder

    Querida,

    Comecei a te seguir no Instagram só pelas diquinhas. Mas, com o passar das postagens, fui me envolvendo cada vez mais com a pessoa que vc é.
    Até que resolvi visitar o teu blog e mal consegui trabalhar ao ler essa história linda que escreveu!!

    Vc é uma fonte de mãe e mulher, inspiração pra mim.

    Parabéns pela pessoa maravilhosa que é e pela família que tem, tenho certeza que é merecedora de tudo o que possui!!

    Felicidades miilll!!

    Um abraço,

    Ana Bertrand

    Bruna

    16 de Março de 2014 às 4:55Responder

    Oi Mirella, te sigo a um tempão no Instagram e nunca fui de entra no blog pelo fato de sempre estar pelo cel e ter uma leve preguiça rsrs Mas acabei entrando hj e me APAIXONEI por tuuuuuuuudo que tem nesse blog.Nossa, sua historia então.. adoro historias assim, vamos lendo, se empolgando vai passando um filme pela cabeça!! Que Deus sempre ilumine sua relaçao e muitas felicidades!

    MAs queria que fizeste um post sobre um pontos q vou colocar aqui, se puder fazer tudo num post so ficaria agracedia. Vamos lá.
    Assim como vc gelou qdo descobriu por outras vias que o Saulo tinha uma filha eu gelei aqui pensando como se fosse comigo. So que no caso ao contrario.. eu estou gravida, mãe solteira, jovem 19 anos e estou prestes a ganhar.. Caso beeeem mais pra frente eu me envolva com alguem, eu terei que contar sobre a minha filha e tals ja imaginei como seria mas me foge as palavras, o modo e como agir. Isso se eu chegar a me relacionar com alguém.

    Vi tbm que vc nao comentou (pelo menos na sua historia de amor) como foi seu primeiro encontro com a Amandinha filha do Saulo certo? Vcs moravam em são paulo.. e ela? Pq pelo seu relato ele teve q ir pra cidade onde vcs estão morando e vire e mexe a Amanda esta passando o final de semana com vcs ela ja era dessa cidade? Ou vai com frequencia com para rever o pai?

    Entao gostaria de um relato contanto seu primeiro contato com ela, qdo a conheceu… como foi?

    Espero sua resposta aqui no blog ou no Insta q estou sempre ligadinha (pelo menos tento) nos seus post!!! Anciosa pela festinha do Matheus que é no dia no meu aniversario tbm e que talvez venha ser o dia do nascimento da minha pequena Laura. Espero seguir seguir seus concelhos e passar as experiencias que venho adquirir com ela.

    Obrigada pela atençao e sucesso SEMPRE!! Beijos
    meu insta: @bru_pachecoo

    Rayssa

    7 de Abril de 2014 às 8:56Responder

    Seeerio que vai ter um livro?? Ahhhh nao acreditooo. Vai ser tipo aqueles livros que vc ler em 1h e vai ter uma ‘depressao’ pq acabou o livro, ou, que a gnt ler milhoes de vezes como se fosse a primeira #amohistoriasdeamor.
    Realmente merece virar um livro historia tao linda e apaixonante

    Rayssa

    7 de Abril de 2014 às 8:57Responder

    Seeerio que vai ter um livro?? Ahhhh nao acreditooo. Vai ser tipo aqueles livros que vc ler em 1h e vai ter uma ‘depressao’ pq acabou o livro, ou, que a gnt ler milhoes de vezes como se fosse a primeira #amohistoriasdeamor.
    Realmente merece virar um livro historia tao linda e apaixonante

    martina

    11 de Abril de 2014 às 11:02Responder

    Linda historia, parabens!! Mas na foto do beijo, ele ta parecendo uma mistura de roberto carlos com didi moco kkk o blazer tava muito grande rsrs

    Crisrezende

    11 de Abril de 2014 às 19:52Responder

    Que história linda, adorei Mirella!
    bjs

    Estefânia

    24 de Abril de 2014 às 1:21Responder

    Mirela…
    Adorei sua história RI e chorei sozinha, muito linda sua familia que deus continue abençoando vcs.
    Beijos Estefânia

    Myrian

    29 de Abril de 2014 às 21:34Responder

    História lindaaaaaa demais!!! Amei e estou ansiosa pelo livro!

    beijos!

    Goretti Dias

    18 de Maio de 2014 às 23:08Responder

    Linda sua história, prova que amor não tem limite, nem hora, nem lugar pra acontecer! Parabéns 

    Mônica Vieira

    19 de Maio de 2014 às 0:03Responder

    Nossssa… Parabéns, história linda, chorei, sorri muito e quero o livro logo. Beijos 

    Luciana

    19 de Maio de 2014 às 0:09Responder

    Nossa, vc escreve muito bem. História linda, vc é linda, o Saulo é lindo e o filho de vcs é mais lindo do que vcs dois juntos! Li esse post num fôlego só, certamente o livro será assim também. Parabéns, que Deus continue te abençoando.

    Carla

    19 de Maio de 2014 às 0:10Responder

    Li tudo e confesso que chorei em muitas partes e tive friozinho na barriga também! Linda história! Parabéns! Sigo seu site e seu instagram e me encanto a cada dia com sua história, com vcs, com seu dia a dia, e venho aprendendo bastante! Te admiro demais! Beijos 

    Geiza

    19 de Maio de 2014 às 0:13Responder

    Oi Mirela!
    Por tb ser mãe, comecei a segui-la no insta no ano passado, mas somente agora conheci o seu blog. Quis conhecer sua história e fiquei bastante surpresa e feliz ao saber q a minha “ilha do amor” foi o cenário da sua linda historia de amor. São Luis é realmente uma cidade de encantos mil.
    Parabéns pela história, pelo amor, pela família.

    Regina

    19 de Maio de 2014 às 0:23Responder

    Além de linda , você representa o sonho mais lindo e vivido..
    amei sua história e já era sua fã, agora então ainda mais, que Deus lhe abençoe ainda mais sua linda família ♥

    Fernanda Vital

    19 de Maio de 2014 às 0:32Responder

    História linda! Fiquei muito emocionada!

    Maria Eduarda

    19 de Maio de 2014 às 1:04Responder

    Linda sua historia… Amei a parte em que ele disse que voce seria dele e que voces se casariam, engracado como consegui imaginar cada cena. sera um belo livro . Parabens feliciddes sempre pra voces bjjs

    Estefani

    19 de Maio de 2014 às 9:57Responder

    Que historia linda,adorei,o que chama atencao e que essa historia e diferente das outras,geralmente vc escuta nos conhecemos,namoramos durante 5 anos e depois nos casamos….a sua e autentica e realmente um amor a primeira vista Deus abencoe,minha historia com meu amor e tbm linda mas algumas fases dificies e triste mas nosso amor e tao grandioso que supera tudo
    Bjo Linda historia Deus abencoe

    Virna

    19 de Maio de 2014 às 11:06Responder

    Mirela, parabéns pela linda história de amor;)))

    Eh numa dessas que a gente precisa acreditar que o impossível pode sim acontecer, graças ao amor.

    Felicidades pra vocês três!!!

    Debora

    19 de Maio de 2014 às 11:38Responder

    Oi Mirela,te sigo no insta e tbacho mto legal o blog! Adorei sua historia,bem envolvente como um bom livro! Seu baby é lindo! Tb tenho uma menina,de 2 anos e 4 meses! 

    Beijão

    Juli

    19 de Maio de 2014 às 19:12Responder

    O meu comentário sumiu @demaeparamamae mas só qyeria dizer que amei a história de vcs pq acabei ficando parva com tamanha coincidência com a minha :) Até os anos Mirela em que aconteceu com vc foi os mesmos que comigo e meu esposo (nos conhecemos em 2008, moramos juntos o mesmo período e casamos no mesmo ano…) só não temos filho ainda. Mas, a coincidencia foi impressionante para mim. Me emocionei lendo a sua história e relembrando a minha. Sou brasileira, casei c um boliviano e moro aqui na Bolívia desde então. Um bjo imenso pra vc e muitas felicidades pra vocês :* amo seu ig mesmo não tendo filhos adoro ver as histórias deste mundo mágico que é a maternidade :*

    Iris Soeborg

    19 de Maio de 2014 às 20:38Responder

    Olá Mirela! Espero que esteja tudo bem. Eu sigo-te no Instagram, e pela primeira vez entrei no teu blog e vim logo dar com a tua história. Muito linda. Eu sou de Portugal, Lisboa também. Mas agora estou a viver em Angola, Luanda.. Mas eu quero esse livro!!! Muito linda a tua história. Eu tenho uma história bonita também…tenho um filho lindo que se chama Ian. Fez anos no Sábado dia 17. 1 aninho… Adoro o Matheus. Ainda no outro dia estava a mostrar para o meu marido os vídeos dele e ele achou muita graça. Um beijo enorme para essa família linda.

    Rose

    19 de Maio de 2014 às 22:29Responder

    Apaixonada por sua história. Senti a mão suar a perna tremer o coração acelerar junto com vc. Na fila da livraria desde hj. Amei parabéns!

    nadya

    20 de Maio de 2014 às 8:51Responder

    Que linda história, viajei….muito emocionante.
    Já quero meu livro.
    Felicidades pra vcs família abençoada.

    Valdilene

    24 de Maio de 2014 às 9:10Responder

    Te sigo no instagram e quando descobri que moras em recife aí foi q fiquei ligadura em cada atualização sua. Sou de recife e virei sua fã pelas dicas de lidar com os pequenos, mas ler essa linda história me fez ficar apaixonada por sua pessoa. Me emocionei mt lendo sua linda história de amor. Espero comprar seu livro pra poder conhecer mais a fundo sua história. Parabéns pela linda família q construiu.

    Tamires

    28 de Maio de 2014 às 13:56Responder

    Oi Mirela! Que história tão emocionante, linda e intensa. Menina, eu fiquei tão vidrada na sua história que esqueci até de almoçar, uma história que merecia ter um filme, que lindo, cada momento que foi descrito eu imaginei a cena, até me emocionei e chorei na parte que você sentou junto ao seu marido no dia que ele foi conhecer o seu pai, irei passar sim essa história lindíssima e apaixonada para as amigas, porque realmente foi coisa de Deus, só Ele sabe os planos que devemos seguir e a pessoa que temos que ter por resto da nossa vida, parabéns por ter vivido tudo isso, tudo que vivemos por amor é uma bênção, uma provação por tudo e jamais desistir de quem realmente amamos. A minha história de amor, tem umas coisas parecidas com a sua, coisas pequenas mas que temos que batalhar e ir até o fim. Deus te abençoe e vocês formam um casal lindo! Felicidades para sempre!

    Mariana

    28 de Maio de 2014 às 14:28Responder

    Linda história!

    Queria saber sobre a filha dele, pq você não comentou mais nada sobre ela. Vocês não convivem com ela?

     

    beijos e fiquei muito emocionada com a história.

      Mirela

      10 de Junho de 2014 às 19:30Responder

      Oi Mariana, tudo bom?
      Nos damos muitissimo bem e ela convive muito com o pai, comigo e com o irmão, mas por não ser minha filha, preferi preserva-la :)

      Bjos
      Mirela

    Joana Augusto

    6 de Junho de 2014 às 18:02Responder

    Mirela como sua história de amor se parece com a minha…em alguns momentos até chorei lembrando os mesmos medos, os mesmos desejos e principalmente as mesmas dificuldades. Muitas “amigas” falavam q meu marido n era sério e essas coisas q vc sabe, incentivando para o término. Obg por dividir sua história conosco, pois necessita de mt coragem. Saiba q ganhou uma fã e qnd vier em Fortaleza avisa q o q eu puder fazer para sua estadia ser a melhor possível eu farei. Bjo

    Adelle Benevides Monteiro Leite

    18 de Junho de 2014 às 11:04Responder

    Mirela, sua história é linda. Me emocionei. Sua famila é linda. Que Deus abençõe sempre vcs! Sejam felizes sempre. Um beijo

    gabriela

    19 de Junho de 2014 às 20:45Responder

    Uma amiga me falou de vc. Disse que deveria te seguir.
    Mandou tambem eu ler sua historia de amor, pois era linda.
    Realmente, é muito lindaaaaa. Adoreiiii
    bjs

    Camila

    17 de Julho de 2014 às 0:52Responder

    Parabéns pelo dom da escrita!

    Está salvando a minha noite, já que estou com uma azia daquelas (grávida de 32 semanas)…

    Minha história com meu marido não chega a ser tão romântica quanto a sua, mas quando penso no nosso bebê aqui no meu ventre a acho linda e única… 

    Não tinha visto fotos de seu marido, e o mais legal é ver como o Matheuzinho é a misturinha de vocês!

    Também fui criada em Moema, morava perto do flat de Saulo, e também sou médica!

    Mais uma vez parabéns pela narrativa!

    Thayse

    22 de Julho de 2014 às 18:46Responder

    Lindíssima história de amor! Por vezes me deu no na garganta. Tb vivi uma história de amor superada pela distância (bemmmm menor q q sua…rs) e hj somos uma família! Adoro ver como o destino nos surpreende positivamente! 

    Andreza Alves de Carvalho

    25 de Julho de 2014 às 7:25Responder

    Mirela,

    Comecei a seguir seu instagram domigo, e estou amando você com sua alegria contagiante, suas dicas, Matheus e Pepeus rs…

    Ontem a noite acabei lendo sua historia de amor muito linda!  Você conseguiu passar toda a emoção em suas palavras, em cada narrativa torcia, ficava apreensiva, e dei algumas risadas, amei o desfecho!!!

    Sou de São Paulo, casada e estou gravida de 5 meses de um menino o Theodoro.

    Parabéns pelo blog, vai me ajudar muito, mamy de primeira viagem ja viu rs…

    Bjs

    Yanna Marques

    16 de Agosto de 2014 às 15:29Responder

    Fique encantada com a sua história de amor, hoje em dia é tão difícil encontrar alguém assim, principalmente quando é amor a primeira vista como foi o seu caso. Tem uns dias que fico olhando seu insta e as graças do Matheus, acho tão linda a relação que você tem com seu filho. Eu não sou mãe, acredito que vou esperar muito para ter um bebê, mas me espelho muito em você. Parabéns pelo filho lindo e super educado e felicidades no seu casamento, beijo.

    LORENA ALMEIDA

    4 de Setembro de 2014 às 16:54Responder

    Mirela, linda história! E que casal bonito vocês formam!
    Que vocês continuem sempre felizes e apaixonados e que Matheus continue lindo e com muita saúde! Não esquecendo o Pepeu, ele é um charme!

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