12Ago/14

6 Dicas para ter um bom relacionamento com enteados

POR: MirelaCATEGORIA: Dicas, Papo de Mãe(14) COMENTÁRIOS

Muita gente já viu, outros ainda não (vão descobrir agora), que aqui em casa Matheus tem uma irmã de quase 7 anos que não é minha filha de sangue, mas é minha filha de coração.
Amanda tinha um ano quando a conheci e como ela era bem pequena, eu mente aberta e o caso do meu marido com a ex, um caso bem resolvido, felizmente desde o primeiro dia que nos demos bem e tem sido assim até hoje.

Infelizmente, nem todos os filhos vão poder ver os seus pais juntos até o fim da vida e quando os pais se separam, é muito provável que ambos em determinado momento recomecem as suas vidas com um novo companheiro e é ai que nasce uma madrasta e um padrasto.
Apesar do nome pesado, não acho que ter um padrasto ou madrasta seja, de forma alguma ruim. Acho que essa é uma oportunidade para os pais voltarem a ser felizes. Aliás, todos temos o direito de, se não deu para continuar sendo feliz uma vez, tentar encontrar um novo caminho e refazer a sua vida.
É totalmente compreensível e aceitável. Ninguém quer ficar do lado de ninguém só porque existe um filho no meio… tenho certeza de que isso sequer é bom para a criança, e por isso acho muito mais que válido, quando surgir a oportunidade, recomeçar.
A única coisa que precisa ser sempre lembrada, é que os filhos tem que ser incluídos na nova vida, e no novo relacionamento. Afinal existem ex marido e ex mulher, mas nao existem ex filhos não é mesmo?
No entanto, sei que nem sempre depende totalmente do pai ou da mãe para que este novo relacionamento, conguês e enteados, corra bem, mas cabe aos pais fazer o meio de campo para que todos se relacionem da melhor forma. Mas óh, aviso desde já que tudo requer atenção, doação e paciência.

Aos novos cônjuges – 6 dicas “bem básicas”

1. Não olhe para os seus enteados como “os filhos da outra esposa ou do outro marido”. Antes de tudo olhe para eles como crianças ou adolescentes que certamente não escolheram ser filhos de pais separados, mas quer você queira quer não, são parte integrante deste seu novo relacionamento.
2. Lembre-se que quem está chegando é você. Sempre aprendi que quem chega é quem cumprimenta. Quando você chega em algum canto depois de todos, você é quem deve cumprimentar todos e procurar um espaço para se colocar. Um espaço onde nem a sua presença incomode ninguém, nem você se sinta incomodado por alguém. Não espere também que todos vão até você ou lhe cedam o lugar. Cabe a você o compromisso de se mostrar disposto a se envolver e simpático para conquistar, e quando o conseguir, certamente terá um lugar de destaque.

3. Nunca tente, nem apagar as lembranças da mãe ou do pai, nem desrespeitar ou fingir que não existem costumes. É extremamente importante não causar mudanças bruscas quando se entra num relacionamento onde já existem filhos de outro casamento. Respeite a individualidade dos seus enteados e vai ver que só terá a ganhar com isso.

4. Não queira chegar chegando. Não tente exigir um lugar destaque quanto ao seu papel na história. Se lembre de que você está sendo envolvido na vida dessas pessoas e não o contrário, e pode levar tempo até você ter um papel relevante na vida dessas crianças. Não imagine que os seus enteados irão respeita-la logo de cara porque respeito e obediência não se exige. Se conquista.

5. Tenha vontade de vencer, mas saiba que você só conseguirá essa vitória se conseguir ser aceito com respeito e amor pelos seus enteados. Se não lutar para conseguir isso, a única coisa que ganhará é uma longa luta para travar que tem chance de terminar da maneira que você menos gostaria que terminasse.

6. Saiba que talvez você precise recomeçar quantas vezes forem necessárias. Se o jeito que você escolheu começar não estiver dando resutado, não insista. Procure novos meios de convivência, se necessário, mude de opinião e quem sabe até de atitudes. Mostre que você está disposto a fazer o que for necessário para que o relacionamento de vocês seja o melhor. Se lembre de que o adulto nessa história é você. Não ache que as crianças são quem deverão tomar a iniciativa, nem espere que eles sejam os reconciliadores ou os pacificadores porque eles sequer tem ainda capacidade para tal, com o agravante de que elas estão passando por uma situação que nao pediram e não gostariam de viver. Você de certa forma escolheu passar por isso porque certamente antes de iniciar esse relacionamento foi avisada. Elas não.

Não vou dizer que é fácil lidar com filhos de outro relacionamento. Tem de fato um sem numero de coisas que são desagradáveis mas com o tempo você aprende a lidar e passa a nem ligar.
Acho importante lembrar que um dia poderá ser o seu filho a ter madrasta. Ninguém está livre disso, então haja como você gostaria que a madrasta do seu filho agisse.
O seu relacionamento terá muito mais chances de dar certo se todos estiverem em paz. Vai por mim!

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    14 comentários

    14 Comentários

    Carol Gouveia

    12 de Agosto de 2014 às 17:35Responder

    Muito bom, Mirela! Parabéns pela clareza e o discernimento com o qual vc expressa suas idéias, sempre realista, mas com muito amor!

    Dálete Carvalho

    12 de Agosto de 2014 às 17:47Responder

    Mirela,acho tão bacana essa relação com a Amanda.Poucas pessoas são capazes de lidar tão bem quanto você. Eu quando conheci o Jeferson (meu marido),ele tinha acabado de separar de um casamento de quase 4 anos,a primeira coisa que perguntei foi isso: você tem filhos?! E não,ele não tinha filhos. Agora tem o nosso Caio. rs
    Curiosidade… Como a Amandoca te chama? E como é a relação dela com você e o Matheus?

    karicia

    12 de Agosto de 2014 às 20:57Responder

    Mi e tao complicado para mim, pois sempre quis que fosse assim, mais logo de cara a ex me odeia sem ter me visto, inventa coisas orriveis pra jogar a familia do meu namorado contra mim sabe, eu sou triste porisso pois queria que a criatura ao menos me aceitasse assim como aceitei meu namorado ter filho, as vezes penso em desistir da relacao, me da mais dicas por favor preciso tanto..

    Lu

    12 de Agosto de 2014 às 21:05Responder

    É isso mesmo Mirela não é fácil, mas o meu relacionamento com a minha enteada eh maravilhoso somos amigas, ela confia em mim, e ela gosta de mim tanto quanto gosto dele desde que comecei a me envolver com o pai dela nos aproximamos e fui conquistando ela, não foi tão difícil pq ela tinha apenas 4 anos e eu sabia me colocar no lugar da mãe dela e principalmente dela como criança. Eu acho que a madrasta tem de acrescentar na vida dos enteados, dando a sua contribuição de mulher passiva e conselheira do lar, bom e quanto as ex mulher quando a situação eh bem resolvida ela nem mesmo consegue chantagear o pai usando a filha. No meu caso sou bem tranquila, mas tbm ainda nao tem filhos! Mas as vezes dá uma vontade enorme de fazer tudo que fazemos pela enteado pelo nosso, eu ajudo, eu cuido, mas não eh a mesma coisa né! Acho lindo seu amor pelo Matheus e mesmo não sendo mãe ainda eu me interesso demais pelo de mãe pra mãe, adoro suas dicas! Quero ir treinando e ser uma mãezona!!! Abraços! ♥

    Mae nova

    12 de Agosto de 2014 às 21:11Responder

    Mirela, como sempre suas colocaçōes foram perfeitas!! Sou apaixonada pela sua história de amor e nada mais justo e merecedor a todos vocês do que essa relação maravilhosa e harmônica sua s da Amanda! Que isso só cresça a cada dia, o melhor para vocês, beijooo

    Madrasta

    12 de Agosto de 2014 às 21:13Responder

    Olá,
    Adorei seu texto. Talvez eu precise recomeçar, mais uma vez. Até me dou bem com minha enteada mas não como deveria e/ou gostaria. A presença dela me trava, às vezes me incomoda… Tive muito problema com o meu marido e interferência da família dele e tudo isso me limitou, sei lá. Nunca a maltratei mas era vigiada constantemente. Não podia contrariar, precisava medir cada palavra, sorrir o tempo todo… Tudo isso me sufocou e me deixou abalada. Hoje, tudo está melhor, meu marido até relaxou mais, embora seja chatos na presença dela (algumas vezes… Na maiora delas). Estou tentando resgatar o carinho que eu tinha, tentando me sentir 100% à vontade quando ela está presente e sei que tudo ficará bem.

    Pri

    12 de Agosto de 2014 às 21:23Responder

    Oi Mi, sou seguidora quietinha, calada, nunca comentei nada mas esse post mexeu comigo pois tenho um problema com um enteado que e” da minha idade mas nao teve a maturidade que tive logo cedo e ele nao me aceita. Nao tive nada com a separação dos pais dele, qndo conheci meu marido ele ja era divorciado, mas msm assim existe uma barreira grande entre nos. Ja o irmão dele sera padrinho da minha filha, nos damos super bem.
    Vc teria alguma dica de como agir com filhos adultos?
    Bjs obg!

    Lívia Gomes

    12 de Agosto de 2014 às 22:12Responder

    Mirela, te acompanho no instagram e sempre me identifico muito com seus posts! Tenho uma filha de 2 anos e um enteado de 8 anos, que também conheci quando tinha 1 ano! Sempre vejo no Matheus o gênio da minha Júlia, a relação dele com Pepeu é como a relação da Júlia com o Brownie… E suas confissões de mãe, seus pensamentos, seu Mireles? Nossa, como me identifico!!
    Um grande beijo e obrigada por dividir suas experiências com a gente.

    grazy

    12 de Agosto de 2014 às 23:25Responder

    Tenho uma enfiada e sou madrinha dela ela vive comigo desde 3anos hoje ela tem 7anos nem eu vivo sem ela e nem ela sem mim amo como fosse minha filha de sangue.ela se chama marina victória.

    Juliana

    13 de Agosto de 2014 às 12:32Responder

    Forum das madrastas: http://madrasta.forumattivo.com/

    Gabi

    13 de Agosto de 2014 às 22:04Responder

    Parabéns Mirela!! Nunca aceitei enteados, sempre que arrumava um namorado que tinha filhos ja sabia que o relacionamento vinha com data para acabar!!! Hoje, casada e com filho vejo essa questão com outros olhos… Quase os mesmos que o seus!!! Parabéns pela maturidade e amor pela amandinha… Nos de longe tb gostamos muito dela!!! Beijos a vcs 4.

    Bel

    14 de Fevereiro de 2015 às 16:52Responder

    E quando essa enteada é fruto de uma traição? Consegui reconstrui meu relacionamento, mas não consigo nutrir sentimentos por essa criança. Meu marido cumpri com as responsabilidades financeiras, mas o contato realmente é o mínimo possível. Meus sentimentos em relação a ela me deixa confusa…

    Mayana

    10 de Abril de 2015 às 8:43Responder

    Adorei , super me ajudou …..Esse relacionamento com a enteada e muito bom espero que o meu também seja assim … Beijoss

    Verusca

    16 de Fevereiro de 2016 às 15:12Responder

    Gente vocês são lindas, e demonstram que tem muito amor pra dar… adorei as dicas e sempre me interesso pelo assunto pois tenho um filho e uma enteada ela já completou 18 anos e meu filho completa 18 em abril, foram colegas de pré-escola, eles se aceitaram como irmãos, ela é super protetora se dão muito bem, eu e ela tivemos uma relação inicial linda, ela que me conquistou, me admirava, me achava linda, uma fofura de menina, morou com a gente até os 14 anos, depois ela foi morar com a mãe, foi tipo um rompimento ela tinha uma relação difícil com o pai, odiava as atitudes dele, ele tem uma academia é professor e ele sempre levava pra ajudar a atender, era estupido com eles, e eles não gostam muito dele, em virtude disso, pra mim foi bem difícil, a relação com ela a partir de uma certa idade, pois eu queria ensinar tarefas da casa, se arrumar, e a mãe colocando ela contra nós, dizia que eu tinha sido amante do pai dela, que o pai batia nela, fazia horrores, tinha várias amantes, saia na sexta e voltava no domingo
    à noite, não comprava as coisas pra dentro de casa, e ela foi guardando tudo e se voltando contra nós. A mãe dizia que eu era a mãe dela porque morava com nós, eu ficava na maior saia justa, fo bem complicado, a nossa convivência ficou estranha, bem restrita, quase não nos vemos, mas sinto muito amor por ela, apesar de tudo, dos nossos desentendimentos, enfim…
    Acho que ela se identifica muito comigo, é uma pessoa muito determinada, de personalidade forte e centrada, madura, ela é top.

    Quero que seja muito feliz na vida, e sabe que pode contar comigo sempre.

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